Segunda acusação de estupro pressiona governo do Iraque

Uma segunda acusação de estupro contra forças de segurança colocaram mais pressão no governo iraquiano e em seu exército e polícia na luta desesperada contra a insurgência sunita e a violência sectária.A acusação, feita por uma mulher sunita de aproximadamente 20 anos e que alega ter sido estuprada por três policiais no final de semana, incitou a raiva de grupos insurgentes, incluindo a Al-Qaeda no Iraque. Convocaram seus seguidores em vingança com ataques.A última acusação de estupor, feita por uma mulher de 50 anos da cidade norte de Tal Afar, ajudou a derrubar a reputação das forças iraquianas que Washington espera que tomem conta da situação, para que tropas americanas e aliadas possam voltar pra casa. As acusações altamente veiculadas (as duas mulheres fizeram suas alegações na televisão) são incomuns no país, conservador muçulmano, onde vitimas de estupro geralmente omitem o crime com medo de que seus maridos, procurando restaurar a honra da família, provoquem mortes.Harith al-Dhari, cabeça da Associação Sunita de Escolas Muçulmanas, disse que sabe de centenas de casos de estupro que não foram a público nos últimos dois anos. "As famílias das vítimas estão preocupadas com sua honra e reputação, então elas se preservam e oram para que deus um dia as vingue", disse à televisão iraquiana Al-Sharqiya.O presidente Jalal Talabani, quebrando seu silêncio no conturbado cenário político que se formou ao redor das acusações de estupro, pediu calma nesta quinta-feira, dizendo que as cortes eram o único lugar em que casos como esse devem ser acertados."Hoje, nós precisamos confiar uns nos outros e evitar o qualquer coisa que abale essa confiança (...), ou encha corações com malícia", disse Talabani, sunita curdo, em depoimento publicado por seu gabinete.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.