Segunda-feira marcada por seqüestros e violência em Gaza

Militantes do Hamas seqüestraram e depois libertaram um alto dirigente da facção rival Fatah nesta segunda-feira, em mais um sinal da persistência das tensões entre os dois principais grupos palestinos. Os territórios estão imersos em uma nova onda de violência desde o último final da semana, quando o presidente palestino, Mahmoud Abbas, do Fatah, anunciou que convocaria eleições antecipadas para acabar com o embargo internacional que castiga a região desde a posse do governo do Hamas, no início do ano. Considerado um grupo terrorista por parte da comunidade internacional, o Hamas não tem recebido os repasses de Israel, Estados Unidos e Europa que ajudam a manter o funcionamento da Autoridade Palestina.O seqüestro do ex-ministro Sufian Abu Zaydeh ameaçou colocar por terra a trégua firmada entre o Fatah e o Hamas no final de semana.Abu Zaydeh foi seqüestrado enquanto dirigia em direção ao norte da Faixa de Gaza. Menos de uma hora depois, o Hamas libertou o dirigente, anunciando a manobra como um "gesto de boa vontade". O Fatah confirmou que Abu Zaydeh está seguro.Ainda nesta segunda, homens armados também seqüestraram, no norte de Gaza, o irmão de Alaa Yaghi, parlamentar do Fatah. Segundo ele, seu irmão foi raptado em uma associação de caridade afiliada ao partido, onde trabalhava.Yaghi culpou o Hamas pelo ocorrido, dizendo que o objetivo do seqüestro foi enviar "uma mensagem" a ele e ao Fatah. Oficiais do Hamas não foram encontrados para comentar as acusações.ProtestosEm um outro episódio de violência entre os dois grupos, um ativista do Fatah morreu e outros três ficaram feridos ao serem atingidos por tiros de milicianos do Hamas no norte da Faixa de Gaza, informaram fontes médicas palestinas e testemunhas.Os quatro tinham se reunido para protestar contra o seqüestro ocorrido nesta segunda, na Faixa de Gaza, de dez ativistas do Fatah.

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