Mark Abramson/The New York Times
Mark Abramson/The New York Times

Segunda onda de coronavírus pode ser ainda pior, diz autoridade de saúde dos EUA

Segundo o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Robert Redfield, novo surto coincidiria com início da temporada de gripe no país

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2020 | 03h38

WASHINGTON - Uma segunda onda do novo coronavírus nos Estados Unidos teria efeitos muito piores na população, uma vez que coincidiria com o início da temporada de gripe. Em entrevista ao  jornal The Washington Post, publicada na terça-feira, 21, o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Robert Redfield, reflete sobre a evolução da pandemia no território americano.

"Existe a possibilidade de que o ataque do vírus em nosso país no próximo inverno seja ainda mais difícil do que aquele que acabamos de passar", disse Redfield. A justificativa do diretor é que se somarão as epidemias de coronavírus e H1N1 no mesmo período.

Para o especialista, ter dois surtos simultâneos de doenças respiratórias colocaria uma pressão "inimaginável" no sistema de saúde. A primeira onda da covid-19 já matou mais de 42 mil pessoas nos Estados Unidos, o país mais atingido.

Segundo o diretor, autoridades federais e estaduais devem usar os próximos meses para se preparar para o que está por vir. À medida que as ordens de confinamento são levantadas, as autoridades devem enfatizar a importância contínua do distanciamento social e da vacinação contra a gripe comum. 

O diretor lembrou que, durante a pandemia de gripe suína H1N1 em 2009, os Estados Unidos experimentaram a primeira onda de casos na primavera, seguida por uma segunda onda maior no outono e inverno durante a temporada de gripe. O inverno norte-americano começa no dia 21 de dezembro. / EFE

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