AFP PHOTO / ATTILA KISBENEDEK
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Segundo agência, mais de 30 mil refugiados estão presos nas ilhas gregas

Porta-voz denunciou os cortes aplicados em programas de assistência aos imigrantes, que contam com apenas 37% dos US$ 4,5 bilhões solicitados.

O Estado de S. Paulo

08 Setembro 2015 | 09h58

GENEBRA.- Mais de 30 mil refugiados, a maioria sírios, estão presos nas ilhas gregas à espera de alcançar o continente, confirmou nesta terça-feira, 8, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

"Há pelo menos 30 mil refugiados nas ilhas gregas, a grande maioria deles na ilha de Lesbos, entre 4 mil e 5 mil em Kos, e o resto em outras ilhas menores, e todos estão tentando chegar ao continente", explicou em entrevista coletiva Melissa Fleming, porta-voz do Acnur.

Fleming também denunciou que ontem foi registrado um número recorde de 7 mil refugiados que chegaram à Macedônia em razão da situação deteriorada na Síria e nos países vizinhos.

Investimento. A Acnur também denunciou hoje os cortes sofridos pelos programas de assistência aos refugiados sírios nos países vizinhos, que obrigou muitos deles a iniciarem uma perigosa viagem para a Europa para poder sobreviver.

"Estou convencida de que muitos refugiados decidiram deixar para trás condições de miséria e a falta de perspectiva para arriscar a vida de suas famílias na busca de uma possibilidade de sobrevivência na Europa", disse Fleming.

O programa de assistência aos refugiados nos países vizinhos só conta com 37% dos US$ 4,5 bilhões solicitados.

O Programa Mundial de Alimentos (PAM) cortou sua assistência alimentícia a 229 mil refugiados sírios na Jordânia, o que teve um efeito dramático nessas povoações.

Por exemplo, dos 629.266 imigrantes que vivem na Jordânia, 520 mil não estão amparados em campos do Acnur e 86% deles vivem sob a linha da pobreza, após esgotar os recursos com os quais contavam e com poucas possibilidades de encontrar um meio de subsistência.

"Como resultado, muitos deles estão tomando medidas extremas como reduzir ainda mais o que comem ou mandar toda a família mendigar, inclusive as crianças", explicou Fleming. /EFE e AFP

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