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REUTERS/Mike Stone
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Segundo autor de ataque no Texas é identificado

Polícia revela nomes dos dois autores do ataque armado durante uma exposição de caricaturas de Maomé no domingo; os dois foram mortos pela polícia durante a ação

O Estado de S. Paulo

04 de maio de 2015 | 20h52

AUSTIN - Os dois autores de um ataque armado durante uma exposição de caricaturas de Maomé no domingo, no Texas (EUA) foram identificados nesta segunda-feira. Os morreram após terem sido baleados pela polícia.

Um deles era Elton Simpson, de 30 anos, considerado um velho conhecido do FBI. Em 2011, ele foi condenado a três anos de liberdade condicional por mentir sobre seus propósitos de viajar à Somália para se unir a um grupo radical islâmico. O juiz apenas o condenou por mentir às autoridades, por não considerar provado que seus planos fossem combater como extremista religioso.

Além disso, o FBI e o Departamento de Polícia de Phoenix abriram há meses outra investigação contra Simpson após ele divulgar, em redes sociais, manifestações de apoio ao Estado Islâmico (EI).

O companheiro de Simpson no ataque de domingo ao Centro Curtis Culwell de Garland, cidade da região de Dallas, foi identificado como Nadir Soofi, de 34 anos, mas poucas informações sobre ele foram reveladas.

Segundo um perfil nas redes sociais, em 1998 ele se graduou na Universidade Internacional de Islamabad, no Paquistão, e depois se mudou para os Estados Unidos. Ele morou em Salt Lake City, no Estado de Utah, para continuar seus estudos universitários. Mais tarde, mudou-se para Phoenix, onde vivia no mesmo complexo de apartamentos de Simpson.

O presidente do Centro Islâmico de Phoenix, Usama Shami, explicou nesta segunda-feira que os dois homens frequentaram esta mesquita no passado, mas que há algum tempo deixaram de visitá-la. Segundo Shami, Simpson era convertido ao islã e não mostrava sinais de politização, mas suas dúvidas "eram bastante básicas e religiosas".

O pai de Simpson, Dunston Simpson, lamentou hoje, em entrevista à rede de televisão ABC, que seu filho "tivesse tomado uma má decisão". "Somos americanos e acreditamos nos Estados Unidos", frisou.

A Casa Branca reagiu ao ataque nesta segunda-feira. Seu porta-voz, Josh Earnest, ressaltou que "nenhum ato de expressão, mesmo se for ofensivo, justifica um ato de violência".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também condenou o ataque e argumentou que "as ideias só devem ser defendidas pelo debate democrático e do diálogo".

Simpson e Soofi chegaram às 18h50 (horário local, 20h50 de Brasília) do domingo a um estacionamento próximo ao centro onde era exibida a mostra, que contava com um esquema especial formado por policiais e seguranças particulares.

Eles saíram de seu veículo armados com espingardas e coletes à prova de balas, atiraram em um segurança - atingindo-o no tornozelo - e em um policial, que repeliu o ataque e conseguiu matar ambos.

"Acreditamos que a estratégia deles era chegar ao interior do centro de eventos", onde havia cerca de 200 pessoas, explicou hoje o porta-voz do Departamento de Polícia de Garland, Joe Harn.

As equipes de desativação de explosivos revistaram durante horas o veículo com o qual os dois criminosos chegaram ao evento, mas encontraram não bombas, e sim bagagens e mais munição para as espingardas.

As autoridades também investigam uma conta no Twitter que poderia pertencer a Simpson e na qual ele teria escrito, meia hora antes do ataque: "Que Alá nos aceite como mujahedins", com a hashtag "#TexasAttack" ("TexasAtaque").

Apesar disso, fontes do FBI citadas pelo jornal The Washington Post afirmaram que a dupla "não estava diretamente ligada a nenhum grupo terrorista de alcance internacional".

O evento em Garland era patrocinado pelo grupo Iniciativa Americana em Defesa da Liberdade, que também usa o nome "Acabem com a islamização dos Estados Unidos", e oferecia um prêmio de US$ 10 mil dólares à caricatura ganhadora.

O líder xenófobo holandês Geert Wilders, que qualificou o atentado como "inaceitável" e como um ataque à "liberdade de expressão", participava do evento como convidado.

Embora as autoridades não tenham confirmado os motivos do ataque, as caricaturas do profeta são consideradas uma ofensa para a maioria de muçulmanos. Em janeiro, 12 pessoas foram assassinadas em Paris na redação da revista francesa Charlie Hebdo, que tinha publicara este tipo de ilustração. / EFE

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