Segundo Cepal, 45% da América Latina vive na pobreza

Cerca de 220 milhões de pessoas, ou 43,4% da população latino-americana, vivem na pobreza, segundo a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). Desse número, 95 milhões são indigentes, de acordo com o Panorama Social da América Latina 2002-2003, divulgado nesta segunda-feira.O relatório da Cepal, organismo das Nações Unidas sediado na capital chilena, informa que em 1990 o nível de pobreza no subcontinente era de 48,3%. O estudo mostra, ainda, que há mais mulheres pobres que homens. No entanto, a escolaridade das mulheres latino-americanas supera a dos homens.Segundo a Cepal, o panorama mostra que o processo de superação da pobreza parou nos últimos cinco anos, período analisado pelo estudo. A exceção teria sido 2000, quando 4 milhões de pessoas deixaram a situação de pobreza.Para 2003, a previsão é de aumento na taxa de pobreza, devido à falta de crescimento econômico. Na maioria dos países a situação vai se manter inalterada. A pobreza regional deve aumentar por conta, principalmente, das dificuldades da Venezuela. Já Argentina e Uruguai devem apresentar sinais de recuperação - a pobreza na Argentina já saltou de 23,7% para 45,4% nesta década. No período coberto pelo estudo, apenas as áreas urbanas do México e do Equador mostraram redução da pobreza.No longo prazo, a Cepal prevê uma redução da fome até 2015, mas aponta que quatro dos 23 países estudados falharão nas metas de redução da desnutrição infantil: Nicarágua, El Salvador, Honduras e Guatemala.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.