Khalil Ashawi/Reuters
Khalil Ashawi/Reuters

Segundo EUA, menos de 10% dos ataques russos à Síria tiveram como alvo o EI

Departamento de Estado americano disse que grande parte dos bombardeios aéreos foram contra grupos opositores ao regime de Bashar Assad

O Estado de S. Paulo

08 Outubro 2015 | 08h19

WASHINGTON - Menos de 10% dos ataques aéreos realizados pela Rússia na Síria desde a semana passada tiveram como alvo o Estado Islâmico (EI) ou grupos filiados à Al-Qaeda, segundo informou na quarta-feira o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

"Mais de 90% dos ataques que vimos até o momento não foram contra o EI ou terroristas filiados à Al-Qaeda. A maioria foi contra grupos opositores (ao regime de Bashar Assad) que querem um futuro melhor para a Síria e não querem ver Assad permanecer no poder", disse em entrevista coletiva o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby.

Esta é a primeira vez que o governo americano revela números sobre os alvos dos ataques russos na Síria iniciados em 30 de setembro, embora a oposição síria já tenha acusado a Rússia desde o primeiro momento de causar vítimas civis em ataques não dirigidos ao EI.

O Kremlin nega as informações, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, garantiu que os bombardeios de seu país na Síria têm como único alvo os jihadistas do Estado Islâmico, da Frente al Nusra e de grupos associados, e acrescentou que são exatamente os mesmos que os dos EUA e seus aliados.

A Rússia deu mais um passo na quarta-feira em seu envolvimento na guerra da Síria com a utilização, pela primeira vez desde o início da intervenção aérea, de mísseis disparados por navios de guerra das águas do mar Cáspio.

Em reunião realizada com o ministro da Defesa, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que as Forças Aéreas russas sincronizarão de agora em diante suas operações de bombardeios ao EI com a ofensiva terrestre do exército sírio contra os grupos jihadistas no centro do país. /EFE

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