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Segundo militar dos EUA é acusado de crime sexual no Japão

Exército confirma denúncia de estupro; na semana passada, fuzileiro foi detido por violentar jovem de 14 anos

Agência Estado e Associated Press,

21 de fevereiro de 2008 | 11h05

Mais um soldado do Exército dos Estados Unidos está sendo investigado por suspeita de agressão sexual no Japão, desta vez contra uma mulher de origem filipina, informaram militares americanas e autoridades japonesas nesta quinta-feira, 21. No mais recente caso de violência sexual contra mulheres locais atribuído a militares americanos, um soldado não identificado é acusado de ter agredido sexualmente uma mulher filipina em um hotel de Okinawa, no sul do Japão. Na semana passada, um fuzileiro naval americano foi detido sob suspeita de violentar uma menina japonesa de 14 anos. A nova acusação acarreta o risco de aprofundar ainda mais o descontentamento da população local com relação à presença militar americana em Okinawa, a ilha mais ao sul do arquipélago nipônico. Os detalhes são escassos. Segundo a agência de notícias Kyodo, o soldado, cuja identidade não foi revelada, foi colocado sob custódia do Exército dos EUA depois da agressão sexual, supostamente ocorrida na segunda-feira. Fontes militares americanas recusaram-se a confirmar a informação. O Exército americano divulgou um comunicado no qual compromete-se a colaborar com as autoridades japonesas, mas a mensagem não fornece nenhum detalhe adicional. "Eles estão investigando", limitou-se a dizer o sargento Terence Peck. "Levamos essa acusação muito a sério. O Exército não tolera abusos sexuais", assegurou por telefone o major James Crawford, porta-voz do Exército no Japão. A vítima, cuja identidade também não foi revelada, foi levada a um hospital depois de um encontro com o soldado em um hotel de Okinawa, disse Takashi Ariyoshi, funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Japão. A polícia de Okinawa recusou-se a comentar o caso. Na quarta, o Exército americano impôs severas restrições aos soldados estacionados em Okinawa e em outras partes do país. Dezenas de milhares de militares, funcionários civis e familiares estão proibidos de deixar as bases por tempo indeterminado. As novas restrições foram além de um toque de recolher à meia-noite que já estava em vigor para os fuzileiros navais de Okinawa. As medidas fazem parte de uma campanha iniciada pelo comando militar americano na semana passada para aplacar a revolta da população local com as novas denúncias de crimes sexuais atribuídos a soldados dos EUA.

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