Victor Ruiz Caballero/Reuters
Victor Ruiz Caballero/Reuters

Segundo ministro da Educação renuncia no Chile em apenas cinco meses

Felipe Bulnes deixa o cargo em meio a protestos estudantis por reforma no sistema educacional

estadão.com.br

29 de dezembro de 2011 | 18h31

SANTIAGO - O ministro de Educação do Chile, Felipe Bulnes, renunciou nesta quinta-feira, 29, tornando-se o segundo a deixar a pasta nos últimos cinco meses, quando completa-se um ano dos massivos protestos estudantis por educação gratuita e de qualidade, informou a agência de notícias AFP. José Antonio Galilea, ministro da Agricultura, também deixou o cargo.

 

Bulnes, que antes havia atuado como ministro da Justiça, substituiu Joaquín Lavín, ex-prefeito de Santiago, questionado por seus vínculos com uma universidade privada. Depois de ocupar a pasta por cinco meses, Bulnes renunciou por "razões pessoais", informou Andrés Chadwick, porta-voz da presidência. Os mesmos motivos foram alegados por Galilea.

 

O substituto de Bulnes será Haral Beyer, engenheiro comercial e especialista em educação pelo Centro de Estudos Públicos (CEP). Já para o Ministério da Cultura foi apontado Luis Mayol, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) e proprietário de várias empresas agrárias.

 

Bulnes reuniu-se apenas duas vezes com os dirigentes estudantis, que abandonaram o diálogo por considerar que o governo não tinha intenção de progredir com as reformas. De acordo com analistas, ele teria renunciado devido ao pouco espaço que tinha para negociar com os estudantes. Estes, por sua vez, disseram que manterão as manifestações em 2012.

 

Os estudantes, que começaram o movimento por reforma em abril, buscam acabar com o sistema herdado da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que reduz a participação pública na educação e abre espaço para as instituições privadas.

 

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