Segundo pesquisa, americanos aprovam monitoramento de ligações

LF: Levantamento reflete posição dos cidadãos em relação à notícia de que milhões de americanos tiveram seus sigilos telefônicos quebrados devido a programa antiterrorismoUma pesquisa realizada na noite desta quinta-feira pelo diário americano Washington Post e a rede de TV ABC revelou que 63% dos americanos apóiam o monitoramento das ligações telefônicas de milhões de cidadãos com o objetivo de prevenir possíveis ações terroristas. A informação foi publicada no site do jornal nesta sexta-feira.O levantamento foi realizado na esteira da revelação de que a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) quebrou o sigilo telefônico de milhões de americanos, sem autorização judicial, com o objetivo de identificar padrões de ligações que pudessem indicar atividades terroristas. Além de contar com o aval de Bush, o programa estava sob responsabilidade direta do general Michael Hayden, o diretor da NSA indicado pelo presidente para assumir a chefia da CIA.De acordo com o Washington Post, 63% dos entrevistados disseram que o programa é uma maneira aceitável de investigar atividades terroristas. Desse total, 44% deram forte apoio à iniciativa. Já entre os que rejeitaram o programa (35%), apenas 24% se opõe fortemente à iniciativa.Ainda segundo a pesquisa, 66% dos americanos disseram que não se incomodariam caso tivessem seu sigilo quebrado pela NSA.Nomeação mantidaA confiança dos entrevistados nas medidas adotadas pelo governo para combater o terrorismo - 65% disseram considerar as investigações mais importantes do que o direito à privacidade -, pode ser um trunfo para Bush e Hayden, cuja indicação à chefia da CIA depende da aprovação do Congresso.Isso porque a Casa Branca manteve a candidatura do general, apesar da revelação de que o programa ignora os direitos civis dos americanos - de acordo com a legislação, a quebra de sigilo telefônico necessita de autorização judicial.Ainda nesta sexta-feira, Hayden se encontrará com senadores em seu quinto dia de corpo a corpo com políticos no Capitólio. O objetivo é alavancar sua nomeação. Os legisladores, no entanto,já demandaram o fornecimento de informações sobre o banco de dados levantados pela NSA.Segundo o senador Wayne Allar, que disse ter tido acesso a informações fornecidas pela Casa Branca, a agência vêm usando os dados para analisar os padrões das ligações com o objetivo de detectar e rastrear atividades terroristas. "Os nomes dos consumidores, assim como seus endereços e outras informações pessoais não foram entregues à NSA", disse ele.Na quinta-feira, Bush garantiu aos americanos que suas liberdades civis estão "firmemente garantidas"."O governo não escuta as ligações domésticas sem a aprovação judicial", disse o presidente, que não confirmou a existência do programa. "Nós não estamos nos metendo na vida pessoal de milhares de americanos inocentes", completou.

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