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Segundo terrorista que agiu em igreja da Normandia estava fichado pela Polícia francesa

De acordo com uma emissora de televisão local, Abel Malik Petitjean foi fichado por tentar ir à Síria, mas não respondia por nenhum processo judicial

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2016 | 14h27

PARIS - O segundo terrorista que atuou no assassinato de um padre na terça-feira durante uma tomada de reféns em uma igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, na Normandia, também estava fichado pela Polícia francesa, assim como o primeiro agressor.

A emissora BFM TV informou que Abel Malik Petitjean, de 19 anos, foi fichado no dia 29 de junho por tentar ir à Síria, mas não respondia nenhum processo judicial.

O terrorista, que foi morto junto a seu companheiro após fazer cinco pessoas reféns durante uma hora, foi identificado graças à comparação de seu DNA com o de sua mãe.

A ficha policial de Petitjean não incluía foto, acrescentou a BFM TV, segundo a qual dias antes do atentado na igreja os serviços de inteligência estrangeiros haviam advertido ao governo francês que um homem planejava cometer um atentado na França. O aviso não foi acompanhado de um nome, mas sim de uma fotografia que acabou por ser a de Petitjean.

Os agentes encontraram também uma imagem dele na casa de Adel Kermiche, o primeiro terrorista identificado, que aparece em um vídeo de propaganda divulgado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), em que dois jovens juram lealdade à organização extremista.

Veja abaixo: O segundo terrorista da igreja é identificado na França

Os investigadores não conseguiram divulgar a identidade de Petitjean em um primeiro momento em razão do estado em que ficou seu corpo após o ataque das forças de segurança.

A BFM TV afirmou que a mãe do segundo terrorista, identificada como Yamina, deixou de ter notícias de seu filho na segunda-feira, e que ele falou que iria visitar um primo que morava perto de Nancy, no oeste da França.

Segundo a imprensa francesa, os agentes detiveram três pessoas próximas a Petitjean e apreenderam equipamentos de informática na casa do jovem, que invadiu a igreja armado com facas e falsos explosivos. / EFE

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