Segundo turno na Geórgia é pouco provável

Com mais de 53% dos votos apurados,Saakashvili vai vencendo as eleições

Efe

07 de janeiro de 2008 | 01h06

Com quase 53% dos votos apurados, o ex-presidente da Geórgia Mikhail Saakashvili vai vencendo as eleições de sábado, o que praticamente descarta a realização de um segundo turno. O presidente da Comissão Eleitoral Central (CEC), Levan Tarjnishvili, informou que Saakashvili aparecia com 52,8% da preferência do eleitorado, contra 27% de Levan Gachechiladze, seu principal concorrente. Nenhum dos outros cinco candidatos presidenciais da oposição obteve mais de 7% dos votos. "De acordo com estes últimos dados, há uma alta chance de não ser necessário um segundo turno, mas devemos esperar o final da apuração", disse Tarjnishvili à imprensa em Tbilisi, capital georgiana. Segundo a legislação do país, um candidato precisa obter 50% mais um dos votos para vencer no primeiro turno. Caso isso não ocorra, a nova votação será realizada dentro de duas semanas, entre os dois aspirantes mais votados. Os primeiros dados da manhã de domingo, com apenas 3% apurados, mostravam Saakashvili com 61,52% dos votos, apesar de no começo da noite este resultado ter caído para 48,5% e subido depois de volta para 50%. Mesmo assim, os resultados do ex-presidente georgiano, que renunciou para concorrer à reeleição, refletem um grande desgaste, já que nas eleições de 2004 ele conquistou 96,97% do eleitorado. A CEC afirmou que Gachechiladze recebeu mais votos que o ex-presidente na capital do país, o que o levou a proclamar vitória numa concentração pacífica realizada no centro de Tbilisi para acusar as autoridades de falsificar os resultados. Outros candidatos da oposição também se negaram a reconhecer os resultados desprezando a legitimidade do pleito e exigiram que a CEC reconheça a necessidade de um segundo turno. No entanto, os observadores internacionais não hesitaram em validar as eleições, que, na opinião deles, foram realizadas de forma democrática. Eles também garantem que as irregularidades detectadas não chegaram a influenciar os resultados. Os Estados Unidos, que têm em Saakashvili o principal aliado no Cáucaso, também defenderam a validade do pleito georgiano e criticaram a oposição por não respeitar os resultados oficiais e planejar protestos. Saakashvili renunciou ao cargo sob acusações da oposição, que lhe atribui atos de corrupção e autoritarismo, depois que a Polícia reprimiu duramente protestos ocorridos em Tbilisi no início de novembro. Além das eleições, aconteceu no país um plebiscito de caráter consultivo no qual a maioria da população apoiou seu ingresso na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), apesar de a Geórgia ainda não ter sido convidada a entrar na organização.

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