Seguradoras do WTC discutem restituição na Justiça

Os atentados terroristas ao World Trade Center, em Nova York, no ano passado, estão se tornando verdadeiras batalhas jurídicas. Além do processo iniciado pelas famílias das vítimas contra países e empresas que tenham ajudado terroristas, as seguradoras suíças, que eram responsáveis por grande parte dos seguros das torres, entraram com processo na justiça para que os atentados sejam considerados como um único evento. Assim, o valor que teria que ser pago pelas seguradoras seria de, no máximo, US$ 3,5 bilhões. Já o grupo que controlava os edifícios, o Silverstein, argumenta que foram dois ataques terroristas, um em cada torre e com uma diferença de alguns minutos. Caso os atentados sejam considerados como dois acidentes separados, o valor que terá que ser pago poderá ultrapassar US$ 7 bilhões. Na avaliação de especialistas, o montante pago pelas seguradoras, se visto como um acidente, não seria suficiente para pagar pela reconstrução de edifícios no local, calculado em mais de US$ 5 bilhões. A Swiss Re, a segunda maior seguradora do mundo e que sozinha teria que pagar por 25% do seguro das Torres Gêmeas, afirmou que está disposta a negociar um acordo com o conglomerado imobiliário. Antes, porém, os advogados da empresa suíça querem uma garantia por parte da Silverstein de que não entrarão na justiça mais uma vez alegando que foram dois o número de atentados ao World Trade Center. No mesmo dia dos ataques terroristas, a Swiss Re já havia tido prejuízos altos. Com a notícia da queda das duas torres do World Trade Center, as ações da seguradora suíça caíram 15%. O resultado foi uma queda na bolsa suíça de quase 7%.

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