Segurança confessa assassinato de ex-mulher de De Klerk

Um guarda de segurança do complexo de edifícios onde foi encontrado o cadáver da ex-primeira-dama da África do Sul, Marike de Klerk, confessou a autoria do homicídio, disseram hoje autoridades do país. Segundo o chefe de polícia da província de Cabo Ocidental, Lennit Max, o segurança, de 21 anos, que não foi identificado, confessou seu crime ontem à noite diante de um juiz. O guarda deverá comparecer na próxima segunda-feira diante de um tribunal para responder por crime de assassinato.O cadáver foi encontrado na terça-feira à tarde pelo cabeleireiro da vítima em sua residência na Cidade do Cabo. Uma autópsia revelou que a ex-mulher do ex-presidente F. W. de Klerk havia sido estrangulada e esfaqueada. Nenhum objeto estava faltando na residência. A polícia deteve ontem o guarda de segurança para interrogá-lo. De acordo com Max, entre as pistas que levaram à detenção do segurança estava uma chamada que o suspeito havia feito do telefone celular de Marike de Klerk para informar a seu patrão que não iria ao trabalho.F. W. de Klerk foi o último presidente do regime do apartheid e entregou seu cargo a Nelson Mandela depois das primeiras eleições multirraciais da África do Sul, em 1994. Os De Klerk se divorciaram em 1998, depois de 19 anos de casamento. Seis dias depois da separação, o ex-presidente casou-se com Elita Georgiades, ex-mulher do magnata grego Tony Georgiades.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.