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Segurança do voto preocupa americanos

Departamento de Segurança Interna (DHS) revelou que hackers russos tentaram invadir sistemas eleitorais nos 50 Estados americanos

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2018 | 06h00

Não é só no Brasil que as urnas eletrônicas causam controvérsia. Nos EUA, onde a tecnologia de votação é estadual, o problema veio à tona nas investigações do promotor especial Robert Mueller sobre a intervenção russa nas eleições de 2016.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) revelou que hackers russos tentaram invadir sistemas eleitorais nos 50 Estados americanos. Em seu último indiciamento, Mueller detalhou a tentativa de furtar os dados de 500 mil eleitores num deles, provavelmente Illinois.

Em março, o Congresso destinou US$ 380 milhões para resguardar a segurança dos sistemas de votação nas eleições legislativas de novembro. Apenas 13 dos 50 Estados afirmam que usarão os recursos federais em novas urnas eletrônicas, de acordo com um levantamento do site Político.

Pelo menos 22 afirmam não ter planos de trocar as máquinas, entre eles os 5 que promovem, como o Brasil, votação exclusivamente digital (Louisiana, Delaware, Geórgia, New Jersey e Carolina do Sul). A maioria adota sistemas mistos. Um levantamento da Reuters em 2016 revelou que um quarto dos americanos vive em áreas sem registro físico do voto.

Menos de um terço dos Estados solicitaram uma avaliação de risco. Quase nenhum conduz auditorias estatísticas, para conferir se os resultados correspondem aos registros. A maior vulnerabilidade, dizem autoridades, está nas listas de eleitores, mantidas em servidores conectados à internet.

- Quanto custa defender a Europa para americanos?

O presidente Donald Trump tem razão ao criticar os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por não cumprir a meta de gastar ao menos 2% do PIB em defesa. O orçamento militar americano chegou em 2017 a US$ 603 bilhões, ou 3,6% do PIB. Isso equivale a 70% da despesa somada de todos os demais aliados. Mas quanto os americanos gastam apenas na defesa da Europa? De acordo com uma estimativa do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, US$ 31 bilhões em 2017 e US$ 36 bilhões este ano, ou menos de 0,2% do PIB.

- Bannon enfrenta resistência na Europa Oriental

Steve Bannon, o ex-estrategista-chefe de Trump, fez um giro pela Europa Oriental para adular a direita populista e tentar criar, na definição do jornalista Tim Gosling, uma “internacional nacionalista”. Não deu muito certo. Ele atacou o livre-comércio e disse que a China ameaça o Ocidente. Só esqueceu que os chineses estão entre os principais investidores na Hungria e na Polônia, 80% da economia checa vem de exportações, e ninguém parece muito a fim de sair da União Europeia.

- Senadores no início do alfabeto são mais infiéis

Conclusão de um estudo publicado este mês na American Economic Review: como os senadores americanos são chamados a votar em ordem alfabética, aqueles no começo da lista, tanto democratas quanto republicanos, têm mais chance de desafiar a orientação partidária. Como sabem que não darão os votos decisivos para aprovar ou rejeitar projetos, se sentem mais livres para ir contra o próprio partido quando interessa.

- Futebol americano está associado a estupros

Jogos de futebol americano nas universidades aumentam em 28% os relatos de estupros e abuso sexual, em mulheres com idade entre 17 e 24 anos, afirmam os pesquisadores Jason Lindo, Peter Siminski e Isaac Swensen. O consumo de álcool nas festas em dias de jogos explica boa parte dos casos. “O resultado da nossa pesquisa corrobora a hipótese de que festas, mais que emoções negativas, são o mecanismo que associa o futebol universitário à violência contra mulheres”, escrevem.

- Museu George Lucas começa a sair do papel

Com projeto do arquiteto chinês Ma Yansong, o Museu Lucas de Arte Narrativa, dedicado a formas de contar histórias visualmente, começou a ser construído em Los Angeles, depois de cinco anos de disputa com Chicago e San Francisco. Abrigará a coleção de obras de arte do cineasta George Lucas num edifício que, nas palavras do crítico Paul Goldberger, parece o navio “holandês voador”.

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