Segurança israelense mata judeu em Jerusalém

Um guarda de segurança privada israelense atirou e matou um homem judeu diante do Muro das Lamentações, em Jerusalém, após ouvi-lo gritar em árabe. O porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, disse que o guarda atirou algumas vezes contra o homem, que parecia suspeito.

Agência Estado

21 Junho 2013 | 11h45

Segundo a polícia, o judeu gritou "Allahu Akbar", que significa "Deus é grande", e manteve as mãos no bolso. Habitualmente, militantes árabes gritam esta frase antes de realizar um ataque.

O guarda explicou que abriu fogo contra o suspeito porque acreditava que ele tinha uma arma no bolso e que estava prestes a realizar um atentado. Quando questionado, Rosenfeld não confirmou se alguma arma foi encontrada com o homem assassinado.

O porta-voz da polícia disse à Associated Press que o guarda foi questionado sobre o tiroteio e que comparecerá ao tribunal nesta sexta-feira para saber se será mantido sob custódia da polícia.

De acordo com a imprensa de Israel, o homem era um visitante regular do local sagrado. Além disso, o homem morto foi descrito como um "excêntrico que era conhecido por agir de forma estranha".

"Eu não entendo porque ele foi baleado. Todo mundo aqui o conhece e sabe de seu comportamento. O que aconteceu aqui não é normal", avaliou David Dahan, que estava no local no momento do tiroteio.

Segundo a agência de notícias France Presse, o guarda municipal teria confundido o judeu com um militante palestino. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires

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