Reprodução / Facebook
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Segurança que Nicarágua acusa de ter matado brasileira pega 15 anos de prisão

Juiz determinou que Adán Gutiérrez Solís cumpra 14 anos de prisão por homicídio e 1 por porte ilegal de armas

O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2018 | 21h42

MANÁGUA - O segurança Pierson Adán Gutiérrez Solís, de 42 anos, que admitiu ter matado a tiros a estudante de medicina brasileira Rayneia Gabrielle da Costa Lima Rocha, em 23 de julho, foi condenado a 15 anos de prisão, segundo o jornal nicaraguense El Nuevo Diario.

O juiz Abelardo Alvir Ramos emitiu seu veredicto no dia 28 e determinou que Gutiérrez Solís, especialista em artes marciais e uso de armas, cumpra 14 anos de prisão por homicídio e 1 ano por porte ilegal de armas.

Rayneia, de 31 anos, foi morta quando voltava à noite para casa em Manágua depois de um plantão no hospital. Gutiérrez Solís disse que fazia a segurança da rua com outros vigilantes quando o carro de Rayneia apareceu em alta velocidade e de maneira suspeita. Segundo os registros, ele disparou contra a brasileira com uma Colt M4 5.56 milímetros, sem número de série visível.

A morte de Rayneia ocorreu em meio a uma onda de protestos na Nicarágua, reprimidos violentamente pelo governo de Daniel Ortega. Colegas de Rayneia e ONGs de defesa dos direitos humanos sustentam que ela foi assassinada com vários tiros por paramilitares a serviço de Ortega. A suspeita é reforçada pelo tipo de arma usada no crime, de uso exclusivo militar. 

 

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