Evan Vucci/AP
Evan Vucci/AP

Seis aspectos dos primeiros 100 dias de Biden no poder nos EUA

Presidente americano cumpriu algumas promessas importantes, mas ainda há trabalho a ser feito

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2021 | 20h00

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Joe Biden, cumpriu algumas promessas importantes em seus primeiros 100 dias na presidência, incluindo um épico esforço para tirar o país do pesadelo da covid-19. 

Mas algumas dores de cabeça esperam por ele daqui em diante.  

Aqui estão algumas grandes conquistas e três áreas em que ainda há trabalho a ser feito:

Em andamento

1. Vacinações contra a covid: diante da pandemia que atingiu os Estados Unidos, Biden prometeu um plano de vacinação massivo. E está cumprindo. Na semana passada, o país comemorou 200 milhões de doses aplicadas e a forte queda no número de mortes por coronavírus. 

2. Estímulo econômico: Biden pressionou por um pacote de resgate de quase US$ 2 trilhões (R$ 10 trilhões) para a economia, atingida por mais de um ano de restrições pela pandemia. Embora os democratas controlem o Congresso, sua margem de manobra é estreita e o presidente teve que negociar muito para aprovar seu plano de resgate, que é popular entre os eleitores, de acordo com as pesquisas. 

3. Reformular a política externa: a prioridade de Biden era desfazer o que ele considera o dano irresponsável de seu antecessor Donald Trump às alianças tradicionais dos Estados Unidos. 

O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, foi seu primeiro convidado internacional à Casa Branca, um sinal de que Washington pretende fortalecer seus laços com a Ásia. 

De acordo com a Casa Branca, a primeira viagem internacional de Biden será à Europa, para as cúpulas do G7, da Otan e da União Europeia, em junho. A aliança transatlântica, criticada por Trump, está de volta. 

Com Biden, os Estados Unidos também voltaram ao Acordo de Paris para o clima; pretendem retomar o acordo nuclear com o Irã; e também agendaram uma data para a retirada definitiva das tropas americanas no Afeganistão: 11 de setembro.

Pendentes

1. Trabalhar com o Congresso: Biden prometeu bipartidarismo, mas até agora trabalhou com uma pequena maioria de democratas no Legislativo. Isso lança dúvidas sobre seus próximos projetos: reformas de infraestrutura, polícia e política de imigração. As eleições para o Congresso no próximo ano podem acabar com a vantagem dos democratas na Casa.

2. Imigração: Biden prometeu uma abordagem mais humanitária aos imigrantes sem documentos, em substituição à postura dura de Trump, focada principalmente nas barreiras físicas. Porém, o novo governo não estava bem preparado para o aumento repentino no número de imigrantes, principalmente da América Central, que continuam chegando pela fronteira sul. Os abrigos lotados de crianças desacompanhadas deram munição aos críticos republicanos e, ao mesmo tempo, incomodaram os seguidores de Biden. 

E essa ida e volta confusa quanto a suas promessas de aumentar o número de refugiados admitidos nos Estados Unidos alimentou a sensação de desordem. 

3. Problemas de política externa: Embora Biden tenha agido rapidamente para consertar os laços com os aliados, seus planos para lidar com seus adversários continuam sendo uma tarefa em andamento. E ele ainda não enfrentou uma crise real. China, Irã, Coreia do Norte e Rússia podem apresentar uma a qualquer momento. /AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.