Seis meses após sequestro de meninas, nigerianos protestam contra governo

Manifestantes que exigem a libertação de mais de 200 estudantes nigerianas sequestradas há seis meses por militantes islâmicos protestaram em frente à casa do presidente nesta terça-feira, fazendo um apelo ao governo para fazer mais para libertá-las.

REUTERS

14 de outubro de 2014 | 17h48

Cerca de 60 pessoas com camisetas vermelhas em que se lia "Tragam nossas meninas de volta" caminharam até a residência do presidente, Goodluck Jonathan, em uma parte arborizada da capital da Nigéria, onde mais de 150 policiais armados faziam a segurança.

Dezenas de outros manifestantes foram impedidos de ingressar no protesto por outros bloqueios policiais no começo da rua.

"Eu quero que o presidente tente e traga minhas amigas de volta", disse Rebecca Ishaku, que conseguiu escapar dos militantes do Boko Haram depois que eles atacaram uma escola afastada em abril.

"Eu não posso nem imaginar o que está acontecendo com elas."

O sequestro de cerca de 270 meninas na aldeia de Chibok, no noroeste nigeriano, chocou o mundo e levantou dúvidas sobre a capacidade da Nigéria de derrotar os radicais islâmicos.

Algumas das meninas conseguiram fugir ou foram libertadas, porém mais de 200 permanecem em cativeiro e a resposta lenta da Nigéria para a crise juntamente com sua incapacidade de localizar as reféns levaram a muitas críticas no país e no exterior.

(Reportagem de Tim Cocks)

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