Seis mil protestam contra guerra em Amã

Cerca de 6 mil pessoas participaram hoje em Amã, na Jordânia, de um protesto contra a guerra no Iraque. Os manifestantes caminharam cerca de três quilômetros do bairro de classe alta Shmissani até o prédio da ONU, na área central da cidade. Centenas de policiais, a maioria desarmados, acompanharam todo o trajeto e não houve incidentes. Numa amostra do amplo consenso contra a guerra, a manifestação uniu uma eclética multidão de fundamentalistas, ativistas de direitos humanos, comunistas e pessoas ocidentalizadas, incluindo garotas desacompanhadas de homens - um forte traço de liberalismo em países árabes. Entre elas estavam Dana Dudin, estudante de nutrição na Universidade da Jordânia, e Manal Sabir, que estuda informática, ambas de 20 anos. "Achamos que os EUA é que são terroristas", disse Manal. "Essa guerra é totalmente ilegal e desumana", emendou Dana. "Estamos com o povo iraquiano", acrescentou, explicando que não se tratava de apoiar Saddam Hussein."Se parar a guerra significa apoiar Saddam, então prefiro apoiar Saddam a apoiar George Bush", disse o "escudo humano" australiano Alex Jimenez, de 38 anos. Jimenez esteve no Iraque e diz que está voltando para Bagdá, para ficar onde as autoridades quiserem. Solteiro, ele é dono de um restaurante em Sidney. "Tenho muito a perder, mas não tenho medo", declarou.

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