Seis ministros ligados a clérigo xiita renunciam no Iraque

Os seis ministros pertencentes ao Bloco Sadr, leais ao clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, anunciaram formalmente nesta segunda-feira, 16, que irão deixar o governo de Nouri al-Maliki, no Iraque.Além de ser uma das principais figuras antiamericanas do país, Sadr é uma das lideranças com maior respaldo popular do Iraque.A renúncia aconteceu ao mesmo tempo em que tropas iraquianas e americanas implementam o plano de segurança no país, com o objetivo de conter a violência sectária.Em entrevista coletiva em Bagdá, um porta-voz do movimento assinalou que as principais razões desta renúncia são a recusa de Maliki de negociar um calendário para a retirada das tropas estrangeiras do Iraque e a incapacidade do governo de combater a insegurança no país."A deterioração da segurança e a degradação dos serviços básicos são as principais razões para nossa retirada do governo do primeiro-ministro Al-Maliki", disse Al-Rubaie."Além disso, a incapacidade do primeiro-ministro de dar uma resposta à manifestação de 1 milhão de pessoas em Najaf (em 9 de abril, quarto aniversário da queda de Bagdá) é uma razão fundamental para nossa retirada do governo", acrescentou.A manifestação foi convocada pelo bloco precisamente para pedir a retirada das tropas estrangeiras do país.Rubaie acrescentou que o bloco põe seus seis ministérios - do total de 38 do governo - à disposição de Maliki, com a esperança de "que (o premiê) os dê a independentes que representem a vontade do povo".Al-Maliki expressou em diversas ocasiões que ainda não é momento para a retirada nem para fixar um calendário para esta, como lembrou no último dia 10 no Japão.Na semana passada, dezenas de milhares de iraquianos atenderam ao chamado de Sadr e participaram de manifestações na cidade sagrada xiita de Najaf contra a presença de mais de 140.000 soldados da forças lideradas pelos EUA no Iraque. Sadr não apareceu. Autoridades norte-americanas dizem que ele está escondido no Irã, mas aliados afirmam que ele continua no Iraque.

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