Seis morrem em invasão de militantes a Parlamento checheno

Dois policiais e funcionário do governo local estão entre os mortos; 17 ficaram feridos

Efe

19 de outubro de 2010 | 04h40

Policiais vasculham arredores da sede do Parlamento checheno.

 

 

GROZNY, RÚSSIA- Insurgentes islâmicos atacaram o Parlamento da conturbada região da Chechênia nesta terça-feira, 19, em um atentado suicida que deixou seis pessoas mortas e 17 feridas. Em um claro desafio a Moscou, o ataque ocorreu enquanto o ministro do interior russo, Rashid Nurgaliyev, estava visitando Grozny, a capital da província. Entre os mortos, estão dois policiais e um funcionário do governo local.

 

Três militantes conseguiram entrar no pouco seguro edifício. Um deles se explodiu na porta, e os outros dois entraram no local gritando "Alá é grande" em árabe, e depois abriram fogo contra as pessoas que estavam no prédio, contou o porta-voz da polícia chechena, Ramzan Bekkhoyev.

 

A polícia também afirmou que os dois se explodiram após trocarem tiros com oficiais, enquanto outros policiais dizem que eles foram mortos durante o tiroteio.

 

De acordo com a agência russa Itar-Tass, Nurgaliyev acusou o líder insurgente Khusein Gakayev de estar por trás do ataque, em uma tentativa de demonstrar força, após ter perdido o poder para o principal comandante rebelde, Doku Umarov.

 

O presidente regional da Chechênia, Ramzan Kadyrov, disse que os agressores foram mortos rapidamente. Segundo uma nota de seu gabinete, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, e o presidente Dmitri Medvedev o telefonaram para oferecer ajuda.

 

Kadyrov e Nurgaliyev participaram de uma sessão parlamentar pouco depois do ataque. O ministro russo disse que os insurgentes tentaram entrar na câmara principal do Parlamento, mas "como sempre, falharam". "Infelizmente, nós não conseguimos evitar as perdas de vida", disse. "A situação que vivemos hoje é extremamente rara. Aqui, temos estabilidade e segurança".

 

Kadyrov, um ex-rebelde, recrutou muitos ex-militantes para suas forças de segurança, e busca enfraquecer a insurgência com uma campanha para impor valores islâmicos.

 

A região do Cáucaso Norte, do qual a Chechênia faz parte, é majoritariamente muçulmana e abriga uma insurgência islâmica separatista que quer transformá-la em um emirado independente sob as leis da Sharia.

 

Atualizado às 17h54

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