Nickee ButlanganA/P
Nickee ButlanganA/P

Seis mortos e 47 feridos em atentado nas Filipinas

Arquipélago vive onda de terror supostamente de autoria de grupo ligado a Al Qaeda

Efe

07 de julho de 2009 | 04h07

Pelo menos seis pessoas morreram, e outras 47 ficaram feridas, entre elas três policiais e dois soldados, em dois atentados a bomba cometidos nesta terça-feira, 7, nas Filipinas, informou o exército daquele país.

 

A explosão do primeiro artefato, colocado em uma motocicleta estacionada em frente a um posto de gasolina, ocorreu na cidade de Joló, a cerca de 980 quilômetros ao sul da capital, Manila.

 

O assessor de comunicação do exército, tenente-coronel Edgardo Arevalo, afirmou que cerca de uma dezena de feridos estava hospitalizada, alguns em estado grave, razão pela qual o número de vítimas fatais pode aumentar. "O estado de muitos (dos feridos) é crítico", disse.

 

Duas pessoas morreram no local do atentado e outras quatro, enquanto eram transportadas ao hospital ou logo depois de serem internadas. Hospitais de Joló receberam um total de 40 pessoas feridas.

 

A forte explosão destruiu pelo menos quatro carros, inclusive uma viatura policial, que estava no local para apurar uma denúncia anônima, de que a motocicleta despertava suspeitas, contou Arévalo.

 

O atentado aconteceu no início da manhã, pouco depois que agentes policiais haviam desativado outra bomba, colocada perto de uma igreja, também de Jolo - a maior cidade desta ilha filipina de maioria muçulmana.

 

Mais bombas

 

Poucas horas da explosão no posto de gasolina, porém, quatro civis e dois soldados ficaram feridos, quando uma outra bomba explodiu - agora na cidade de Iligan, situada ao norte da ilha de Mindanao. Segundo o chefe policial local, Danilo Empedrad, o artefato foi colocado em um automóvel estacionado junto a um veículo do exército.

 

Também de manhã, na província de Lanao do Norte, duas bombas de pouca potência destruíram uma torre de energia elétrica na cidade de Kauswagan.

 

Os atentados desta terça, acontecem dois dias depois do ocorrido junto a uma igreja católica na cidade de Cotabato, também em Mindanao, que causou a morte de cinco pessoas e feriu cerca de outras 50.

 

As forças de segurança Filipinas se declaram em estado de alerta máximo e suspeitam do grupo radical Abu Sayyaf, autor de ataques similares no arquipélago, no ano passado. Fundado em 1991 por ex-combatentes da Guerra do Afeganistão contra a extinta União Soviética, a organização extremista está ligada à Jemaah Islamiya, braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.

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