Presidência do Peru/EFE
Presidência do Peru/EFE

Seis partidos entram com moção para destituir presidente do Peru por 'incapacidade moral'

Votação para retirar Martín Vizcarra do cargo pode ocorrer ainda nesta sexta-feira, 11, se a oposição reunir 104 votos de um total de 130 congressistas

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2020 | 04h03

LIMA - Seis de nove partidos representados no Congresso peruano apresentaram na noite desta quinta-feira, 10, uma moção para destituir o presidente Martín Vizcarra por suposta "incapacidade moral", em um processo que começará a ser debatido nesta sexta-feira.

"Declara-se a vaga da presidência da República e, em consequência, a aplicação do regime de sucessão estabelecido no artigo 115 da Constituição do Peru", diz a moção assinada por 95 congressistas. 

Em áudios divulgados no Congresso nesta quinta, o presidente pediu que assessores mentissem em um inquérito parlamentar sobre sua relação com um ex-colaborador investigado por contratos irregulares. 

Vizcarra negou ter cometido supostos atos ilícitos e denunciou um "complô" parlamentar contra a democracia. 

"Que as Forças Armadas e os cidadãos tenham a certeza de que atuaremos no estrito cumprimento da ordem constitucional", garantiu o presidente do Congresso, Manuel Merino, após convocar o parlamento para discutir a moção nesta sexta. 

Se Vizcarra cair, seu substituto será Merino, cujo partido Ação Popular apoia a moção. 

A moção precisa de 52 votos para ser admitida ao debate e, em seguida, iniciar o processo formal de destituição e votação em quatro dias. 

A votação pode ocorrer ainda nesta sexta-feira, 11, se a oposição reunir 104 votos de um total de 130 congressistas, o que não é garantido. 

O Congresso precisa de 87 votos para destituir Vizcarra, que carece de partido e bancada. 

O fragmentado Congresso foi dominado por uma aliança de quatro partidos populistas: Aliança para o Progresso, Ação Popular, União pelo Peru e Podemos. 

Força Popular e Somos Peru também apoiam a moção./AFP

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