AFP PHOTO / MANJUNATH KIRAN
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Polícia indiana prende seis pessoas após incêndio em templo

Incidente no templo Puttingal, no Estado de Kerala, deixou ao menos 106 mortos, informou porta-voz do polícia local; sétimo acusado pelo caso está hospitalizado

O Estado de S. Paulo

11 Abril 2016 | 09h12

NOVA DÉLHI - Pelo menos seis pessoas foram detidas em razão da explosão de material pirotécnico em um templo no sul da Índia que deixou, segundo a última apuração, 106 mortos e mais de 300 feridos, informou nesta segunda-feira, 11 uma fonte da Polícia local.

"No domingo detivemos seis pessoas e um sétimo acusado está hospitalizado, por isso que ainda não pôde ser detido", afirmou o agente Sunil Kumar, porta-voz da Polícia do Estado de Kerala, onde na madrugada de domingo ocorreu a tragédia.

Segundo o porta-voz, as detenções foram feitas por "violação da lei", pelo fato de os detidos não terem permissão para manipular o material pirotécnico que provocou uma forte explosão e um incêndio no templo Puttingal, no distrito de Kollah.

De acordo com Kumar, o último número oficial de vítimas, que estavam no templo e em suas imediações assistindo a um espetáculo de fogos de artifício, é de 106 mortos, além de mais de 300 feridos, alguns deles em estado grave.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi anunciou compensações no valor de 200 mil rúpias (cerca de US$ 3 mil) para os parentes dos mortos e 50 mil rúpias (US$ 750) para os dos feridos.

O incidente de ontem, a pior catástrofe deste tipo em mais de uma década na Índia, poderia ter maiores dimensões, visto que no momento em que aconteceu entre 10 mil e 15 mil pessoas participavam da celebração.

Em Kerala é proibida a utilização de material pirotécnico, mas as autoridades expedem permissões pontuais para seu uso em celebrações específicas. / EFE

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