Seis policiais e um civil morrem em emboscada na Colômbia

Seis policiais e um civil morreram e outros agentes ficaram feridos nesta segunda-feira em uma emboscada perpetrada por guerriheiros em uma estrada rural do norte da Colômbia. O secretário de Governo do departamento (estado) de Bolívar, Gustavo Lecompte, disse que cerca de 40 rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) bloquearam a via com um caminhão para impedir a passagem do comboio, que em seguida foi atacado com fuzis e granadas. A emboscada ocorreu nesta madrugada em uma estrada que une os municípios de Zambrano e Carmen de Bolívar, cerca de 550 quilômetros ao norte de Bogotá. O civil que morreu junto com os militares guiava o veículo que foi atacado pelas Farc. Os dois feridos foram transferidos para hospitais da zona, para onde foram enviados reforços militares. Esta é a segunda emboscada de porte sofrida pela polícia desde 7 de janeiro, quando oito agentes morreram e outros cinco ficaram feridos num ataque com explosivos e disparos perpetrados pelas Farc, que os surpreenderam em uma estrada perto de Bogotá.Zambrano e Carmen de Bolívar, ao lado de outros 27 municípios, integram uma das chamadas zonas de consolidação e reabilitação, onde o governo do presidente Alvaro Uribe outorgou maior poder aos militares para realizar buscas, detenções e controles sobre a população a fim de frear a ofensiva rebelde.Em outra estrada do norte do país, próxima ao município de Jagua del Pilar (640 quilômetros ao norte de Bogotá), tropas do Exército e da polícia apoiadas por helicópteros armados com artilharia continuavam a buscar cerca de dez seqüestrados que ainda permanecem em poder da guerrilha, depois de outras 49 vítimas de um seqüestro maciço perpetrado neste domingo terem sido resgatadas.Segundo informou o coronel Heriberto Naranjo, comandante da polícia no departamento de La Guajira, "as operações se desenvolvem com extremo cuidado para não colocar em risco asvidas dos seqüestrados". Entre as 49 pessoas já resgatadas, estavam 31 trabalhadores a serviço da multinacional do carvão Intercor, que explora a mina de El Cerrejón - a maior do mundo a céu aberto -, além de comerciantes e pessoas que fazem negócios na fronteira com a Venezuela.

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