Seis policiais são presos por morte de prefeito no norte do México

Prefeito de Santiago foi sequestrado e encontrado morto dias depois; agentes confessaram participação

AE-AP, Agência Estado

20 de agosto de 2010 | 14h23

Seis policiais foram detidos por sua suposta participação no assassinato do prefeito de uma cidade no norte do México, informaram nesta sexta-feira, 20, autoridades do Estado de Nuevo León. Os agentes confessaram sua participação e a polícia tem indícios do envolvimento de outras pessoas na morte de Edelmiro Cavazos, prefeito da cidade de Santiago, informou em entrevista aos jornalistas o procurador de Nuevo León, Alejandro Garza y Garza.

Cavazos foi sequestrado na noite do último domingo, na porta de sua casa, por um comando de pelo menos 15 homens armados vestidos como agentes federais. Três dias após o sequestro, a polícia localizou o corpo do prefeito, com as mãos amarradas e amordaçado, perto de um local turístico nas proximidades de Santiago, que fica 900 quilômetros ao norte da Cidade do México.

O prefeito, de 38 anos, foi sequestrado sem violência e, segundo declarações de seus segurança, levado em uma caminhonete. O guarda que descreveu o sequestro disse também ter sido sequestrado, mas foi libertado algumas horas depois. O procurador de Nuevo León afirmou que um dos policiais detidos é justamente esse guarda.

A procuradoria não apontou nenhum grupo como responsável pelo crime. O caso levou o governo do presidente Felipe Calderón a anunciar novas ações no Estado, como patrulhamentos conjuntos do Exército e da polícia nos locais mais violentos.

A morte violenta de Cavazos ocorre em meio ao aumento da violência no nordeste do país, atribuída a uma disputa sangrenta do Cartel do Golfo e seus antigos aliados, Los Zetas.

Em junho, o principal candidato a governador no Estado de Tamaulipas, vizinho a Nuevo León, foi assassinado a tiros uma semana antes das eleições. Um candidato a prefeito em Tamaulipas também foi morto a tiros, em maio.

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