Seis são condenados por abuso sexual na Polinésia

Seis homens foram condenados por acusações que vão de atentado ao pudor a estupro depois de um julgamento ter exposto uma suposta cultura de abusos sexuais em Pitcairn, uma remota ilha situada no Oceano Pacífico habitada por descendentes dos amotinados que tomaram o controle do navio britânico HMS Bounty, em 1789. Entre os condenados no fim da noite de domingo está o prefeito de Pitcairn, Steve Christian, que diz ser descendente direto de Fletcher Christian, líder do motim no navio. Os veredictos foram lidos por juízes enviados da Nova Zelândia para Pitcairn para o julgamento, iniciado em 30 de setembro em uma corte improvisada num centro comunitário da ilha. Espera-se que as sentenças sejam anunciadas no fim da semana, informaram autoridades britânicas. Os ilhéus manifestaram preocupação de que, se os homens forem aprisionados, não haverá ninguém para conduzir a embarcação usada para sustentar a ilha. Ao todo, sete homens enfrentaram mais de 50 acusações de abuso sexual, algumas datadas de 40 anos atrás. Os homens foram acusados de manter relações sexuais com meninas de até 12 anos. Quando a polêmica surgiu, as esposas, filhas, irmãs e mães de alguns dos réus saíram em defesa dos homens. Elas insistem que o sexo precoce era consensual e uma tradição da ilha. Algumas das supostas vítimas de abuso foram coagidas a testemunhar, denunciaram elas.

Agencia Estado,

25 Outubro 2004 | 19h16

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.