Seita islamita e forças da Nigéria podem ter cometido crimes contra humanidade

A seita islamita Boko Haram e as forças de segurança nigerianas podem bem ter cometido crimes contra a humanidade durante os três anos de conflito que já matou pelo menos 2.800 pessoas, disse a Human Rights Watch (HRW) nesta quinta-feira.

Reuters

11 de outubro de 2012 | 13h38

Crimes contra a humanidade são crimes que podem levar a processo pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

A Boko Haram diz que está lutando para criar um Estado islâmico na Nigéria, e seus combatentes mataram centenas de pessoas em ataques a bomba e com armas desde o início de uma revolta em 2009. A seita tornou-se a principal ameaça à segurança do maior produtor africano de energia.

O relatório documenta vários casos de abusos cometidos por islamitas, incluindo assassinatos brutais de civis cristãos e o assassinato de clérigos muçulmanos que os criticam.

Alguns desses ataques foram "atos deliberados que conduzem à 'limpeza' da população com base na religião ou etnia". O TPI define crimes contra a humanidade como infrações graves que são "generalizadas ou sistemáticas".

Não houve reação imediata da Boko Haram.

O relatório também acusou a força-tarefa militar e policial conjunta da Nigéria de "abuso físico, detenções secretas, extorsão, incêndio de casas, roubo de dinheiro durante ataques e execuções extrajudiciais de suspeitos".

O estudo foi divulgado no momento em que o Exército da Nigéria tenta afastar as acusações de um tiroteio no reduto insurgente de Maiduguri na segunda-feira, que os moradores dizem ter matado pelo menos 30 civis.

(Reportagem de Tim Cocks)

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