Sem acordo de paz, estado de guerra é mantido há 56 anos

Fim do conflito nunca foi assinado entre as duas Coreias; cessar-fogo sustenta trégua na região desde 1953

Associated Press,

29 de maio de 2009 | 08h42

Após a 2.ª Guerra, soviéticos e americanos dividiram a Coreia no Paralelo 38. A tensão dos primeiros anos de Guerra Fria tornou a reunificação inviável e, em 1948, surgiram as duas Coreias. As tensões permaneceram restritas a tiroteios na fronteira até que a Revolução Chinesa, em 1949, encorajou o Norte a tentar unificar a península sob a bandeira do comunismo.

 

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Em junho de 1950, tropas norte-coreanas invadiram a Coreia do Sul. Imediatamente, os EUA usaram a ONU para legitimar uma intervenção internacional. A União Soviética, apesar do poder de veto, não conseguiu evitar a ação por ter decidido boicotar o Conselho de Segurança em razão de Taiwan ainda ocupar o lugar da China no órgão.

 

Em um esforço para demonstrar autonomia, Getúlio Vargas rejeitou o pedido de Harry Truman, presidente dos EUA, para enviar tropas para a Coreia. Sem a presença brasileira, os capacetes azuis - a maioria americanos - expulsaram os comunistas, ultrapassaram o Paralelo 38 e chegaram à fronteira com a China. Foi quando Truman afastou do comando das tropas o general Douglas MacArthur, que defendia a ideia de atacar a China comunista com armas nucleares.

 

Do outro lado, Mao Tsé-tung queria mostrar a Stalin que poderia ser útil na Guerra Fria e ordenou a invasão da Coreia. Os chineses empurraram os americanos novamente para o Paralelo 38, onde foi criada uma zona desmilitarizada. Um acordo de paz, porém, nunca foi assinado. O dois lados negociaram só um cessar-fogo, em 1953, o que manteve as duas Coreias em estado de guerra nos últimos 56 anos.

 

Após o conflito, apesar do rápido crescimento econômico e de ter sido uma fiel aliada de Washington, a Coreia do Sul não se tornou um exemplo de democracia. A maior parte do tempo, os sul-coreanos viveram sob ditaduras, até a definitiva redemocratização do país, em 1987.

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