Sem acordo, protesto por eleições continua na Tailândia

Manifestantes que foram às ruas da cidade de Bangcoc, capital da Tailândia, disseram que vão manter o protestos iniciados há cerca de um mês e a reivindicação por novas eleições, mesmo após o fracasso nas negociações realizadas até aqui. "Nós não vamos para casa antes de vencer", disse o líder dos manifestantes, Khwanchai Praipana, depois da de o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, rejeitar um acordo. Os manifestantes haviam pedido que o Parlamento fosse dissolvido imediatamente, mas o governo afirma que isso deve acontecer apenas em seis meses.

AE-AP, Agência Estado

25 de abril de 2010 | 09h31

Os chamados "Camisas Vermelhas" também pediram que seus simpatizantes no interior do país enfrentem as forças de segurança. Muitos deles já começaram a fazer barreiras em rodovias no entorno de Bangcoc para evitar que reforço policial entre na cidade.

O primeiro-ministro tailandês deu uma entrevista transmitida pela televisão, ao lado do chefe do exército, em um aparente esforço para acabar com rumores de que há um racha entre o governo e o exército. A entrevista foi feita um dia depois de Abhisit rejeitar o pedido de dissolução imediata do Parlamento proposto pelos Camisas Vermelhas, o que reduziu as esperanças de um fim pacífico para a crise.

"O processo de solução está em andamento, mas pode não satisfazer a todos. O governo, e não apenas o exército, estão se preparando para o que pode levar ao próximo nível", disse Abhisit na entrevista, sem dizer qual seria esse próximo nível.

Os distúrbios em Bangcoc já mataram ao menos 26 pessoas e deixaram feridas quase 1 mil desde que os Camisas Vermelhas passaram a ocupar a capital tailandesa, há um mês, fechando hotéis cinco estrelas e shoppings centers, paralisando a vida diária dos habitantes da cidade e custando ao comércio local milhões de dólares por dia.

Os Camisas Vermelhas consistem principalmente de habitantes de áreas rurais que apoiam o ex-primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra, e ativistas pró-democracia que se opõem ao golpe militar que o retirou do poder em 2006. Os manifestantes acreditam que o governo de Abhisit é ilegítimo porque ele assumiu o poder sob pressão do exército, por meio de um voto parlamentar, depois que duas decisões judiciais retiraram do poder dois governos pró-Thaksin que haviam sido eleitos.

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