Frank Augstein/AP
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Sem definição, UE e Reino Unido dizem que negociações pós-Brexit continuam

A três semanas do prazo limite, futuro da negociação entre britânicos e o bloco europeu segue estagnada

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2020 | 14h15

BRUXELAS - Mesmo após poucos avanços e quebra de prazos, a União Europeia e o Reino Unido concordaram neste domingo, 13, em continuar as discussões sobre o pós-Brexit.

Em uma declaração conjunta concisa, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciaram que instruíram suas equipes, reunidas em Bruxelas, a continuar as negociações. Eles conversaram por telefone neste domingo. 

“Apesar do esgotamento depois de quase um ano de negociações, e apesar do fato de prazos terem sido quebrados repetidamente, achamos que é a responsabilidade neste momento ir um pouco mais longe”, disseram os dois.

O governo britânico, no entanto, expressou pessimismo sobre a possibilidade de um acordo até 31 de dezembro - a data limite. "Devo reiterar que o mais provável agora é que devemos nos preparar para (cortar os laços com a UE no final do mês) nos termos da Organização Mundial do Comércio", disse o líder conservador.

"Ainda há esperança, continuaremos conversando para ver o que podemos fazer, o Reino Unido não vai abandonar as negociações, acho que as pessoas esperam que façamos mais um esforço", acrescentou Johnson. 

Na noite de quarta-feira, Boris Johnson e Ursula von der Leyen decidiram que as equipes manteriam um novo esforço em Bruxelas e que neste domingo haveria uma decisão firme. Porém, a decisão foi continuar conversando. 

O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, cujo país seria o mais afetado na UE por um Brexit sem acordo, pediu que os esforços continuem. "Seria um fracasso político se não estivéssemos em posição de chegar a um acordo", disse ele à BBC.

O Reino Unido deixou oficialmente a UE em 31 de janeiro e, a partir de março, Londres e Bruxelas começaram a negociar um acordo comercial que entraria em vigor em 1º de janeiro de 2021. No entanto, as negociações ficaram paralisadas em três questões: acesso dos navios de pesca europeus às águas britânicas, regras de concorrência para o acesso das empresas britânicas ao mercado europeu e o futuro mecanismo de resolução de litígios.

Dos três, o que se refere às regras da concorrência é o que apresenta os maiores desafios. Em outra frente, Londres afirmou no sábado que quatro navios da Marinha Real estão prontos para proteger as águas britânicas de potenciais tensões com navios europeus se as negociações fracassarem.  / AFP

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