Vasily Fedosenko/Reuters
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Sem definir cronograma, Lukashenko menciona possibilidade de 'referendo' na Bielo-Rússia

Alvo de manifestações pela quarta semana seguida, presidente bielo-russo enfrenta pressão interna e externa

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2020 | 12h03

MINSK - O presidente da Bielo-Rússia, Alexander Lukashenko, mencionou nesse domingo, 30, a possibilidade de realização de um referendo constitucional no país. Apesar de fazer referência a uma eventual consulta pública, o "último ditador da Europa" não anunciou nenhum detalhe do calendário ou conteúdo.

Citado pela agência estatal Belta, Lukashenko disse que vários "especialistas", incluindo juízes da Suprema Corte, estão trabalhando em uma revisão da constituição, que será submetida posteriormente a um "referendo".

"Gostaria que essas mudanças promovessem o progresso de nossa sociedade. Vamos insistir nessas mudanças e propor tais mudanças a nossa sociedade", disse o presidente.

Lukashenko não revelou nenhum detalhe sobre o projeto de revisão constitucional, sobre o qual já havia mencionado, e que a Rússia chamou a iniciativa de "promissora" para sair da crise. Ele também reconheceu que a Bielo-Rússia é administrada por um "sistema um pouco autoritário" e citou uma possível reforma judicial.

A declaração do presidente, no domingo, ocorreu durante um novo dia de protestos no país. Dezenas de milhares de manifestantes voltaram às ruas da capital Minsk para protestar pelo terceiro fim de semana consecutivo contra a eleição realizada em 9 de agosto.

Lukashenko é declarado 'persona non grata' nos países bálticos

Lituânia, Estônia e Letônia colocaram o presidente da Bielo-Rússia e outros 30 funcionários de seu governo em uma lista de indesejáveis, por suposta fraude eleitoral e repressão de manifestantes.

Os países bálticos, membros da União Europeia (UE) e da OTAN, quiseram unir suas forças para apoiar os manifestantes do país vizinho, que iniciam sua quarta semana de protestos após a polêmica reeleição do presidente.

"Nossa mensagem é que não basta apenas fazer declarações, é preciso tomar medidas concretas", disse à AFP o ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Linas Linkevicius./ AFP

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