Sem diálogo,Talebans ameaçam executar reféns nesta segunda

Grupo dá novo prazo para autoridades libertarem 23 presos da milícia

Efe,

29 Julho 2007 | 16h10

Poucas horas após descartar o diálogo, os Talebans marcaram o meio-dia desta segunda-feira, 29,  (4h30 em Brasília) como o prazo final para começar a executar os 22 reféns sul-coreanos, se as autoridades não concordarem em trocá-los por presos rebeldes, informou neste domingo, 29, à Efe um porta-voz da milícia.   Veja Também:  Papa pede libertação de reféns cristãos no Afeganistão   "O Governo de Cabul não levou este assunto muito a sério. Portanto, decidimos marcar um prazo final: meio-dia de amanhã", disse à agência Efe por telefone Mohamm ed Youssef Ahmadi, porta-voz do Taleban.   "É possível que comece a execução dos reféns se a solução não chegar até amanhã ao meio-dia", acrescentou.   Horas antes, os fundamentalistas afegãos tinham assegurado que não haveria mais diálogo sobre os 22 reféns, em estado de saúde preocupante após dez dias de cativeiro.   "Não é preciso dialogar mais. Entregamos nossa lista de presos e esperamos uma resposta positiva", tinha dito à Efe o próprio Ahmadi. E le afirmou que os Talebans pediram a libertação de oito presos como resgate para soltar os reféns. Eles já teriam entregado uma "lista completa" com seus nomes às autoridades de Ghazni, a província onde aconteceu o seqüestro.   Um dos membros da equipe mediadora,Khowaja Sedeqi , confirmou as palavras de Ahmadi. Ele assegurou que neste domingo não houve negociações diretas por vontade dos Talebans, embora alguns líderes tribais tenham falado com eles. Sedeqidisse que os insurgentes estão com os telefones desligados e esperam uma resposta do Governo.   Seqüestro   Os seqüestrados, 18 mulheres e quatro homens, estão separados, vigiados por diferentes facções da milícia. O grupo de seqüestradores não entra em acordo sobre suas exigências às autoridades justamente porque está dividido internamente.   Enquanto duas das facções preferem o pagamento de um resgate, a terceira exige a libertação de presos.     A preocupação com o estado dos reféns aumentou na quarta-feira passada, quando os talebans anunciaram a morte do líder dos missionários, o pastor protestante Bae Hyung-kyu, de 42 anos.   Até agora este é o maior seqüestro de um grupo de estrangeiros no Afeganistão.

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