Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Sem Evo, Bolívia entra para o Grupo de Lima em busca de saída para crise venezuelana

O ex-presidente da Bolívia, aliado político de Maduro, era um dos principais críticos do grupo

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2019 | 16h09

LA PAZ - O governo interino da Bolívia confirmou neste domingo, 22, a entrada do país para o Grupo de Lima e informou que deseja contribuir para encontrar uma solução pacífica e constitucional para a crise na Venezuela.

"A Bolívia contribuirá para encontrar uma solução pacífica, democrática e constitucional para a crise na Venezuela, que deve ser guiada pelo povo venezuelano", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia em comunicado.

O Grupo de Lima é uma aliança formada por países da região, entre eles o Brasil, que não reconhece Nicolás Maduro como presidente da Venezuela e apoia o opositor Juan Guaidó.

Os principais incentivadores do Grupo de Lima consideram que sua principal conquista foi ter criado consciência internacional sobre a gravidade da crise na Venezuela.

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales, aliado político de Maduro, era um dos principais críticos do Grupo de Lima. Por isso, a decisão do governo interino de Jeanine Áñez representa uma guinada na política externa no país.

Áñez já havia rompido relações com o governo chavista, argumentando que venezuelanos ligados à embaixada do país em La Paz estavam "atentando contra a segurança interna" durante a crise que levou à renúncia de Evo na Bolívia, em novembro.

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Após um mês de violência que deixou 32 mortos, o país iniciou o caminho rumo a eleições que, pela primeira vez em 18 anos, não terão como candidato o agora ex-presidente indígena Evo Morales

O Ministério das Relações Exteriores da Bolívia anunciou na semana passada que uma comissão, formada em conjunto com o Agência da ONU para os Refugiados (Acnur), analisará mais de 200 pedidos de refúgio feitos nos últimos anos por venezuelanos que fugiram do país por razões políticas. As solicitações não foram respondidas pelo governo de Evo.

Em novembro, o governo transitório da Bolívia anunciou a saída do país da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) e disse que analisa deixar a União de Nações Sul-Americanas (Unasul). / AFP e EFE 

 

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