Sem incidentes, Bélgica encerra eleições legislativas

Resultados começam a ser revelados a partir das 17 horas (12 horas de Brasília)

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h48

Os colégios eleitorais da Bélgica foram fechados neste domingo às 15 horas (10 horas de Brasília), depois de uma jornada de eleições legislativas que transcorreu sem incidentes, embora tenham sido registrados problemas menores em algumas regiões que utilizaram o voto eletrônico. Nos distritos eleitorais que optaram por votar de forma tradicional, como aconteceu em 56% do censo, os colégios fecharam as portas duas horas antes do previsto. Os primeiros resultados serão divulgados às 17 horas (12 horas de Brasília), mas os dados dos grandes distritos eleitorais só serão divulgados mais tarde, entre às 19 e 22 horas (14 e 17 horas de Brasília). Aproximadamente 7,7 milhões de belgas, entre eles mais de 120 mil residentes em outros países, foram às urnas eleger os 150 membros da Câmara dos Deputados e 40 senadores eleitos diretamente. Os colégios eleitorais foram abertos às 8 horas (3 horas de Brasília) e foram convocados para o pleito mais de 7,5 milhões de cidadãos com mais de 18 anos. Sistema belga A Bélgica conta com uma complicada estrutura federal composta de três regiões (Flandres, Valônia e Bruxelas-Capital) e três comunidades lingüísticas (flamenga, francófona e germanófona), cada uma com suas próprias concorrências. No sistema eleitoral belga, cada região vota em seus partidos, salvo na região-capital de Bruxelas (bilíngüe), onde os eleitores podem escolher entre listas flamengas ou francófonas. As principais famílias políticas - democratas-cristãos, socialistas, liberais e ecologistas - possuem ramificações em ambas as partes do país, mas que são partidos independentes. As últimas pesquisas previram o final da atual coalizão governamental de liberais e socialistas e a volta ao primeiro plano dos democratas-cristãos na política belga, após oito anos na oposição. Negociações Apesar de a união entre liberais e socialistas provavelmente não arrecadar votos suficientes para continuar governando sozinha, ela poderá voltar a fazer parte do novo governo, embora seja com um terceiro parceiro. A grande quantidade de partidos que se apresentam às eleições fez com que seja virtualmente impossível que uma só legenda alcance uma maioria absoluta, o que forçará as coligações. Por isso, o fato de que um partido ou uma família política receber o maior número dos votos não implica automaticamente que possa governar ou que seu candidato ocupará o cargo de primeiro-ministro. Tudo depende do resultado das negociações para a formação de um Governo, nas quais vários partidos podem se unir para formar uma coalizão com a maioria suficiente para governar confortavelmente.

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