Sem mudanças, Mianmar deve ser expulsa da Asean, diz oposição

Carta do movimento Geração dos Estudantes de 88 pede apoio à missão do enviado especial da ONU no país

Efe,

01 de novembro de 2007 | 04h07

O movimento Geração dos Estudantes de 88, um dos organizadores dos protestos de setembro em Mianmar, pediu à Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) que expulse o seu país caso a Junta Militar continue travando o processo de reformas democráticas. O grupo, que opera na clandestinidade, enviou uma carta com o seu pedido ao governo de Cingapura, país que preside a Asean e que em novembro será a sede da Cúpula de Chefes de Estado. Na carta, endereçada ao primeiro-ministro cingapuriano, Lee Hsien Long, e ao ministro de Relações Exteriores, George Yeo, o grupo pede pressão sobre Mianmar para que a Junta Militar inicie um diálogo formal com as forças da oposição. O grupo considera crucial a abertura de uma negociação entre os militares e a líder da oposição, a vencedora do Prêmio Nobel Aung San Suu Kyi, que está em prisão domiciliar desde 2003. A carta exige também o fim da venda de armamento e tecnologia de inteligência ao regime, além de pedir o apoio à missão do enviado especial da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari. Ele deverá visitar o país no dia 3 de novembro. A carta é assinada pelos ativistas Tun Myint Aung, Nilar Thein e Soe Htun. O grupo é formado pelos estudantes que lideraram os protestos de 1988, nos quais morreram cerca de 3 mil pessoas. Mianmar será o principal ponto da agenda da Asean durante a reunião de Cingapura. A organização adotou a norma de não intervir nos assuntos políticos dos países-membros, mas o governo cingapuriano expressou o apoio à missão de Gambari. Em sua próxima visita, Gambari tentará convencer a Junta Militar a adotar o compromisso de libertar milhares de presos políticos e de começar o processo de reconciliação nacional. A Asean é formada por Brunei, Mianmar, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia, e Vietnã.

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