REUTERS / Carlos Barria
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Sem provas, Trump diz que venceu 'nos votos legais' e que democratas 'tentam roubar eleições'

Declaração foi dada durante pronunciamento na noite desta quinta-feira

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2020 | 01h32

O presidente Donald Trump, candidato à reeleição, falou em pronunciamento na noite desta quinta-feira, 5, que, se a apuração considerar apenas os “votos legais”, ele seria o vencedor da eleição. Sem apresentar provas, afirmou que caso sejam considerados os votos que chegaram depois do dia final da votação, por correio, perderia, acusando os democratas de tentarem "roubar a eleição".

“As pesquisas eram ridículas. Não há uma ‘onda azul’ como previam mas, sim, uma 'onda vermelha’”, disse o presidente. 

Ele destacou também a predominância do partido republicano no Senado. Falou do grande número de mulheres eleitas no partido e diz que é o candidato republicano com o “maior número de votos” entre eleitores não-brancos, como latinos e negros, da história.

"O partido democrata se tornou o partido da grande mídia e das grandes companhias de tecnologia. O partido republicano se tornou o partido do povo americano", afirmou o presidente.

O presidente acusou as pesquisas de tentarem mudar o rumo dos votos neste ano. “Foram pesquisas para nos prejudicar, nunca houve isso na história”, afirmou, novamente sem apresentar provas. Citou o exemplo da Flórida, Estado que as pesquisas indicaram que iria para o seu oponente, Joe Biden, mas que acabou ganhando “com uma grande diferença”. 

Trump também acusou os democratas de agirem para mudar o rumo da eleição. Disse que, na noite da eleição, estava na frente na Carolina do Norte mas que agora, apesar de ainda continuar na liderança, era por uma margem muito menor. “É incrível como esses votos só ajudam um lado, sempre favorecem os democratas”, completou. “Nós temos que manter a integridade desta eleição. Não podemos permitir que a corrupção roube uma eleição tão importante. Não permitiremos que ninguém silencie os nossos eleitores”, defendeu Trump.

No final, falou na judicialização do resultado da eleição e disse que o caso ainda pode chegar à Suprema Corte. 

Esta é a primeira fala pública do presidente desde a madrugada de quarta-feira, 4, no começo da apuração dos votos.

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