Sem Saddam, Iraque supriria 10% do consumo mundial de petróleo

A queda de Saddam Hussein e sua substituição por um regime aliado aos Estados Unidos faria comque o Iraque quadruplicasse suas exportações de petróleo para o mundo. Esta é uma das conclusões de estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial que será apresentado aos líderes mundiais napróxima semana em Davos.Obtido pela Agência Estado, o estudo aponta que Bagdá, diante das novas condições, poderia suprir mais de 10% da necessidadediária de petróleo no mundo, que representa cerca de 76 milhões de barris. Atualmente, os iraquianos exportam apenas 2 milhões debarris de petróleo, em função do embargo sofrido desde 1991 por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.Segundo os especialistas, em cinco anos, o Iraque, que possui a segunda maior reserva de petróleo do mundo, poderia estar suprindo o mercado internacional com 8 milhões de barris. Aextração do produto, obviamente, acabaria nas mãos de empresas norte-americanas que apoiariam o novo governo de Bagdá.Outra conclusão do estudo indica que, se Saddam Hussein fosse retirado do poder, empresas norte-americanas inundariam o país com novos investimentos. O problema é que, com a permanência do atual líder iraquiano,os contratos de exploração de petróleo no país seriam feitos sem a presença de empresas dos Estados Unidos.Rússia, França e até os chineses têm contratos acertados com o Iraque e estão apenas esperando que o embargo da ONU seja levantado para iniciar os trabalhos no país. Com a queda de Saddam Hussein, porém, esses contratos seriaminvalidados.O estudo do Fórum Econômico Mundial ainda aponta que, diante de uma guerra no Iraque, a maior potência petrolífera mundial, a Arábia Saudita poderia ser engolfada por problemas políticos. Isso acabaria enfraquecendo a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e o preço do barril poderia despencar.Segundo a pesquisa, um dos cenários seria de que o preço fosse estabelecido entre US$ 10 e US$ 12, um terço do valor atual. Em outro cenário produzido pelos pesquisadores, o preço poderia ficar em US$ 22, caso a Opep não perdesse sua força de controle sobre o mercado internacional.

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