Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

Sem sintomas da covid em 24h, Trump volta a trabalhar do Salão Oval

No gabinete oficial, ele recebeu informações sobre o furacão Delta, que passa pelo México, e conversou com os governadores dos Estados do Texas e da Louisiana

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2020 | 17h47

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou no Salão Oval da Casa Branca nesta quarta-feira, 7, pela primeira vez desde que retornou de um hospital militar onde recebeu tratamento para a covid-19. A informação foi confirmada por um porta-voz e pelo próprio Trump, pouco depois, no Twitter, explicando que no gabinete oficial recebeu informações sobre o furacão Delta, que passa pelo México, e conversou com os governadores do Texas e da Louisiana. 

Em um comunicado, seu médico Sean Conley explicou na tarde desta quarta-feira que o presidente não apresentou sintomas de covid-19 nas últimas 24 horas e nem febre há quatro dias. Conley relatou que Trump disse a ele pela manhã que estava se sentindo "fenomenal". 

Conley acrescentou que os últimos exames a partir das amostras coletadas na segunda-feira permitiram detectar traços de anticorpos de covid-19, que eram indetectáveis na noite de quinta-feira. 

Para o virologista Florian Krammer, da escola de medicina Icahn de Nova York, os resultados não necessariamente são certeiros a esta altura. "É possível que a maioria dos anticorpos detectados tenham vindo na transfusão", declarou à agência France-Presse

Trump recebeu um tratamento experimental contra o novo coronavírus, que se baseou em anticorpos sintéticos desenvolvidos pelo laboratório Regeneron. 

Para o professor Michael Buchmeier, da Universidade da Califórnia, a presença desses anticorpos também poderia significar que a infecção "está no paciente há mais tempo do que se informou". 

Os médicos da Casa Branca afirmam que Trump testou positivo para um primeiro exame na quinta-feira passada. No entanto, não declararam quando fez o exame anterior. 

Trump foi internado na sexta-feira no hospital militar Walter Reed, onde passou três noites e recebe um tratamento que consistiu em uma combinação agressiva de medicamentos geralmente reservados para os casos mais graves de covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. 

Um dia depois de o presidente receber alta, na segunda-feira, ele continuou a projetar uma imagem de ser totalmente responsável e capaz de conduzir todas as suas atividades regulares. Em um tuíte, disse esperar o debate presidencial da próxima semana, alarmando alguns especialistas médicos e de saúde pública, que alertaram que sua infecção por coronavírus ainda poderia ser contagiosa e colocar outras pessoas em perigo./AFP e REUTERS 

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