Sem temer a prisão, presidente do Sudão vai ao Egito

O presidente sudanês, Omar Hassan Al Bashir, chegou na quarta-feira ao Cairo, em sua segunda viagem internacional desde que o Tribunal Penal Internacional (TPI) determinou sua prisão por suspeita de crimes de guerra na região de Darfur.

REUTERS

25 de março de 2009 | 10h13

Por causa disso, Bashir pode ser preso sempre que deixa o Sudão, mas isso não deve ocorrer no Egito, que tem estreitas relações com seu vizinho do sul e já pediu ao Conselho de Segurança da ONU que suspenda o mandado de prisão do TPI.

O presidente Hosni Mubarak recebeu o colega no aeroporto, e em seguida os dois se reuniriam, segundo a agência estatal de notícias egípcia Mena. O mandado de prisão do TPI deve ser um dos assuntos em pauta.

Especialistas internacionais dizem que pelo menos 200 mil pessoas morreram e mais de 2,7 milhões fugiram de suas casas em quase seis anos de conflito étnico e político em Darfur (oeste do Sudão). Cartum estima o número de mortos em 10 mil.

O conflito começou quando rebeldes não-árabes pegaram em armas contra o governo, exigindo mais representatividade política e acusando Bashir de negligenciar o desenvolvimento da região. O governo teria então armado milícias árabes para reprimir violentamente a rebelião.

Logo depois do indiciamento no TPI, o governo sudanês disse que Bashir iria desafiar o mandado de prisão viajando na semana seguinte ao Catar para uma cúpula árabe. O convite do governo do Catar já foi formalizado e aceito.

Desde então, porém, autoridades sudanesas têm dado declarações questionando a conveniência da viagem, o que gerou especulações de que Bashir iria enviar um representante à cúpula.

Antes da ida ao Egito, Bashir fez uma viagem à Eritreia, cujo governo também é seu aliado.

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