AP Photo/Fernando Llano
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'Sem união estamos mortos', diz oposição venezuelana após fim de negociação com governo

Principais opções que seriam discutidas pela MUD para eleição envolvem desativar os partidos de oposição e boicotar a votação ou definir um candidato único que faça uma campanha concentrada em denunciar as irregularidades do sistema eleitoral chavista

O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2018 | 16h12

CARACAS - Líder da oposição da Venezuela nas negociações que colapsaram na República Dominicana na quarta-feira, o deputado opositor Julio Borges fez nesta quinta, 8, um apelo por união da coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD) para definir a estratégia para as eleições convocadas pelo chavismo para 22 de abril.

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“Sem união estamos mortos”, disse Borges em entrevista à Unión Radio, antes de uma reunião da cúpula da entidade com movimentos sociais.  “Podemos cometer o maior erro do mundo, mas se estivermos unidos, ele será apenas um erro a mais. Desunidos, o maior acerto do mundo não significa nada.”

As principais opções que seriam discutidas pela MUD envolvem desativar os partidos de oposição e boicotar a votação ou definir um candidato único que faça uma campanha concentrada em denunciar as irregularidades do sistema eleitoral chavista.   “Somos como boxeadores que receberam muitos golpes e estão aturdidos”, acrescentou Borges. 

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Segundo o presidente da República Dominicana, Danilo Medina, chavismo e oposição concordaram em realizar a votação em 22 de abril, mas a MUD apresentou uma série de ressalvas sobre a lisura do processo e a necessidade de monitoramento internacional e reforma da Justiça eleitoral, hoje controlada pelo chavismo.

Campanha

 Maduro tentará a reeleição apesar do alto grau de rejeição e uma crise econômica devastadora, marcada pela desnutrição, surtos de doenças infecciosas, aumento da pobreza, hiperinflãção e êxodo populacional. 

O presidente sobreviveu a meses de protestos de rua contra ele, com mais de 100 mortos, com a criação de uma Assembleia Constituinte dotada de plenos poderes, que silenciou opositores e ampliou a repressão. 

Os principais partidos políticos e seus líderes, como Henrique Capriles e Leopoldo López, estão proibidos de participar da política ou presos. 

Nas últimas semanas, Maduro tem apostado na campanha antecipada, com discursos longos na TV estatal e comícios ao lado da “primeira combatente”, como chama sua mulher, Cilia Flores.  / AFP

 

 

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