Semana de combates mata 141 civis no Sri Lanka, diz a guerrilha

A guerrilha tâmil do Sri Lanka informou neste sábado que 141 civis morreram nos confrontos com as Forças de Segurança de 8 a 15 de agosto, uma das semanas mais sangrentas desde a assinatura do acordo do cessar-fogo.Em comunicado divulgado neste sábado, os Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) informaram que civis morreram em diversos ataques das forças governamentais a zonas controladas pelos rebeldes.Segundo a nota, a Força Aérea cingalesa bombardeou a região de Kathiraveli, no distrito de Trincomalee, dia 10 de agosto, matando 50 civis. No dia seguinte, os soldados atacaram o povoado de Muhamalai, no distrito de Jaffna, no extremo norte da ilha, matando mais sete.Em 13 de agosto, outro ataque destruiu uma igreja em Alaipiddy, também em Jaffna, e matou 15 civis. Um dia depois, num bombardeio aéreo sobre um acampamento escolar em Vallipunam, morreram outros 55 civis, a maioria crianças.Segundo os rebeldes, o Governo conseguiu evitar que a maioria dos incidentes atraísse "a atenção que um massacre civil deve receber da comunidade internacional"."Historicamente, os métodos utilizados pelo Governo do Sri Lanka incluem alegar que os civis são membros do LTTE, como foi o caso dos estudantes que morreram em Vallipunam, que o LTTE cometeu os massacres, como no caso da morte dos 17 ajudantes, ou dizer que foi um problema interno da comunidade tâmil", conclui o escrito.Apesar dos confrontos, nem o Governo nem os rebeldes assumem a ruptura do acordo de cessar-fogo, assinado em 2002.

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