Seminaristas seqüestrados morrem em Uganda

Rebeldes no norte de Uganda que seqüestraram um grupo de seminaristas católicos, espancaram quatro deles e os abandonaram. Os quatro morreram, disse um padre nesta segunda-feira. Os quatro estudantes estavam entre os 41 que foram seqüestrados pelo Exército de Resistência do Senhor, há cerca de uma semana, do seminário de Santa Maria, situado na cidade de Lacor, no norte do país, disse monsenhor Matthew Odong, reitor do seminário.De acordo com dois seminaristas que conseguiram escapar, os quatro faziam parte do grupo de estudantes seqüestrado entre 10 e 11 de maio. Quando eles, exaustos devido a uma longa caminhada, não conseguiram mais andar, foram espancados e abandonados à beira da morte pelos rebeldes, disse Odong.John Baptist Odama, o arcebispo de Gulu - a principal cidade do norte de Uganda, a 360 km de Kampala, a capital - disse à agência Fides, do Vaticano, que os quatro seminaristas morreram na sexta-feira. Segundo Odama, três dos estudantes seqüestrados conseguiram escapar.Um terceiro estudante, de 15 anos, vagou descalço durante cinco dias pelo meio da floresta, alimentando-se de frutas silvestres, até ser encontrado no domingo por um camponês que o entregou às forças do Exército, disse Odong.Durante anos, os rebeldes têm seqüestrado meninos e jovens no norte do país para treiná-los como guerrilheiros - o grupo diz lutar pelos direitos dos ugandenses do norte. Sua rebelião começou em 1986, quando o presidente Yoweri Museveni, um sulista, chegou ao poder.

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