Bloomberg photo by Andrew Harrer
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Senado americano vota nesta segunda-feira nova proposta de acordo orçamentário

Líder republicano Mitch McConnell diz que as negociações serão retomadas para tentar chegar a acordo e acabar com a paralisação parcial do governo federal; democratas pedem solução para imigrantes beneficiados pelo Daca para destravar impasse

Cláudia Trevisan, Correspondente / Washington, O Estado de S.Paulo

22 Janeiro 2018 | 10h03
Atualizado 22 Janeiro 2018 | 11h55

WASHINGTON - Em um sinal de que as negociações para reverter a paralisação parcial do governo americano avançaram, o Senado adiou da meia-noite de domingo para ao meio-dia de segunda-feira, 22, a votação de projeto de autorização de gastos que permitiria a volta de operações da administração. Não há, porém, nenhuma garantia de que um acordo será fechado nas próximas horas.

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Um grupo de pouco mais de 20 senadores moderados de ambos os partidos trabalhou no domingo em uma proposta que autorizaria despesas até o dia 8 de fevereiro. Nesse período, os dois lados tentariam fechar um acordo para regularizar a situação dos 690 mil jovens inscritos no Daca (Ação Diferida para Chegadas de Crianças, em tradução livre), o programa do ex-presidente Barack Obama que suspendeu deportações de imigrantes ilegais levados aos EUA quando eram criança.

Em discurso no Senado no domingo, o líder republicano, Mitch McConnell, assumiu o compromisso de tratar do assunto, desde que o governo permanecesse aberto. "Hoje seria o dia perfeito para colocar um fim (ao 'shutdown')", disse McConnell no domingo. O legislador advertiu que se um acordo não for alcançado, a situação pode ser "muito pior".

Após denunciar "um erro de cálculo de proporções gigantescas" por parte dos democratas, ele exortou os adversários a colocar um fim à paralisação do governo durante a votação desta segunda.

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O líder democrata, Chuck Schumer, afirmou no domingo que ainda não havia acordo. “As conversas continuam, mas nós ainda temos que alcançar um acordo sobre os próximos passos que seja aceitável para os dois lados.” 

A oposição democrata pede uma solução para os milhares de imigrantes, em sua maioria latino-americanos, beneficiados pelo Daca, que lhes dava permissão para trabalhar e estudar legalmente nos EUA. Trump não renovou este recurso, que vence no dia 5 de março.

Os primeiros efeitos da paralisação do governo federal serão sentidos a partir de segunda já que o “shutdown” força milhares de trabalhadores federais a ficar em casa sem salário. A paralisação entrou em vigor na madrugada de sábado, quando venceu o prazo que o Senado tinha para aprovar uma extensão do orçamento por quatro semanas. 

A última vez que o governo federal se viu forçado a paralisar suas atividades foi em outubro de 2013, durante o governo de Obama, quando 800 mil funcionários públicos foram licenciados por 16 dias. / COM AFP

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