Senado americano aprova legislação que permite sanções à Venezuela

O Senado americano aprovou uma legislação que permite que o presidente Barack Obama cobre sanções contra o funcionários do governo venezuelano e outras pessoas acusadas de realizar atos de violência ou abusos de direitos humanos contra manifestantes contrários ao governo de Nicolas Maduro.

Estadão Conteúdo

10 de dezembro de 2014 | 16h53

A lei, aprovada em uma votação na segunda-feira à noite, autoriza sanções que podem congelar os bens e proibir os vistos de pessoas envolvidas na violação de direitos humanos de pessoas opostas ao governo do país sul-americano. No meio do ano, o Departamento de Estado americano determinou a proibição de viagens a autoridades venezuelanas acusadas de abusos em protestos que duraram meses e deixaram dezenas de mortos.

"Por muito tempo, os venezuelanos têm enfrentado a violência patrocinada pelo Estado nas mãos das forças de segurança do governo e viram o poder judiciário de seu país se tornar uma ferramenta de repressão política", afirmou o senador Robert Menendez, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado americano.

Na última semana, a ex-deputada venezuelana de oposição, Maria Corina Machado, foi acusada de conspiração em um suposto plano para matar o presidente Nicolas Maduro, em uma tentativa de silenciar críticos do governo. Junto com o colega líder da oposição, Leopoldo Lopez, Maria chamou dezenas de milhares de manifestantes às ruas para protestar contra o governo no início deste ano. Lopez foi preso há nove meses por seu papel nos protestos, às vezes violentos.

Na Venezuela, Maduro condenou a medida. Em um comunicado transmitido pelas redes de rádio e televisão estatais, o líder pediu que Washington pare com "as agressões e intervenções". Maduro afirmou que "desesperados como são, eles querem desafiar a Venezuela com sanções e ameaças. Se o presidente Obama impuser essa insanidade de sanções, as coisas vão ficar muito ruins para eles". Fonte: Associated Press.

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