Senado americano aprova renovação de Ato Patriótico

Após meses de debates calorosos, o senado americano aprovou nesta quinta-feira a renovação do Ato Patriótico, medida que para seus defensores permite um melhor balanceamento entre os direitos à privacidade e o poder o governo na luta contra o terrorismo. O projeto foi aprovado com 89 votos a favor e 10 contra, resultado visto como uma luz no fim do túnel para o problemático segundo mandato do presidente George W. Bush, cujas taxas de aprovação não param de despencar. Em uma declaração divulgada pela Casa Branca, Bush parabenizou o Senado. "Essa lei permitirá que continuemos a usar contra os terroristas as mesmas ferramentas utilizadas contra traficantes de drogas e outros criminosos, ao mesmo tempo em que manteremos as liberdades civis do povo americano", disse o presidente. Para os críticos, no entanto, o ato privilegia a utilização de medidas legais de coerção ao mesmo tempo em que custará caro aos direitos garantidos pela constituição. Na próxima semana o projeto passara pela Câmara dos Deputados americana, onde deverá ser aprovado. Após votado, o decreto precisa passar por Bush, que tem até o próximo dia 10 para assinar o texto final. Em dezembro, uma manobra liderada pelo senador democrata Russel Feingold e seguida por uma série de republicanos com inclinações libertárias obrigou a administração Bush a concordar com medidas voltadas a diminuir o poder do governo. Para o senador Feingold, mais salvaguardas são necessárias para evitar uma excessiva concentração de poder na mão do executivo. "Os americanos querem derrotar o terrorismo, mas querem também que o caráter dessa nação sobreviva e prospere", ele disse. "Eles querem segurança e liberdade, e se não formos capazes de garantir as duas coisas, estaremos falidos", completou. Alguns dos legisladores que votaram pelo pacote também admitiram ter fortes reservas contra o poder expedido pelo ato a quem quer que esteja na Casa Branca. "Nosso apoio ao Ato Patriótico não significa que estejamos dando um cheque em branco ao presidente", disse o líder democrata Harry Reid. "O que tentamos fazer foi aprovar uma lei melhor", concluiu.

Agencia Estado,

02 Março 2006 | 20h25

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