Senado analisará dia 5 a resolução contra aumento de tropas

O Senado dos Estados Unidos decidirá na segunda-feira se vai votar uma resolução bipartidária, rejeitando o aumento do contingente militar no Iraque, informaram na noite de quinta-feira (hora local) fontes legislativas. O presidente George W. Bush anunciou em janeiro o aumento em 21.500 homens das tropas americanas. A resolução poderá ser submetida a votação na quarta-feira, 7, acrescentaram as fontes.Segundo Harry Reid, líder da maioria democrata, a resolução de compromisso proposta pelo senador republicano John Warner contaria com a maioria no Senado. São necessários 60 dos 100 votos para impedir que ela seja bloqueada por seus adversários."Seja com 60, 58 ou 43 votos, vamos demonstrar ao povo dos EUA que o Senado, de uma forma bipartidária, se opõe à escalada da guerra", disse Reid.A resolução expressa a oposição do Senado ao aumento de tropas, mas mantém os fundos destinados ao contingente militar."Foi um duro trabalho" revisar a resolução, disse Warner aoconcluir as sessões do Senado na quinta-feira.Havia mais duas moções de oposição à estratégia do presidente Bush para o Iraque. Uma delas, promovida pelo republicano Chuck Hagel e pelos democratas Carl Levin e Joseph Biden, afirmava que o aumento de tropas "não é de interesse nacional". A outra rejeitava o envio de tropas proposto por Bush, mas admitia um contingente menor.Nenhuma das três resoluções é vinculativa. Mesmo aprovadas, podem ser ignoradas pelo presidente Bush. Mas constituem uma mensagem muito clara à Casa Branca, segundo Biden.Apoio ao reforçoTambém será apresentada outra iniciativa, dos senadoresrepublicanos Lindsey Graham e John McCain e do democrata Joseph Lieberman, apoiando o reforço militar. Graham disse que a aprovação da iniciativa de Warner "diria ao Oriente Médio que os EUA estão jogando a toalha".O ex-comandante das tropas americanas no Iraque, general George Casey, falou ao Comitê de Serviços Armados do Senado sobre a proposta de Bush. "Acho que a tarefa em Bagdá, como está concebida neste momento, precisa de menos" que os 21.500 soldados de reforço propostos, avaliou.No entanto, Casey esclareceu que não se opõe ao envio de tropas adicionais ao Iraque.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.