AP Photo/J. Scott Applewhite
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Senado aprova polêmico indicado de Trump para Agência de Proteção do Meio Ambiente

Scott Pruitt é um cético da mudança climática e foi criticado por seus vínculos com empresas petroleiras

O Estado de S. Paulo

17 Fevereiro 2017 | 18h46

WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira, 17, o polêmico indicado pelo presidente Donald Trump para comandar a Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA), Scott Pruitt, um cético da mudança climática.

Apesar das tentativas dos democratas de adiar a sessão, Pruitt foi confirmado no cargo graças a maioria republicana, com 52 votos a favor e 46 contrários. Dois senadores democratas, Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, e Heidi Heitkamp, de Dakota do Norte, apoiaram a escolha de Trump. Já a republicana Susan Collins, senadora pelo Maine, preferiu votar contra o indicado.

Machin e Heitkamp pensaram em suas bases eleitorais. A Virgínia Ocidental e a Dakota do Norte são dois Estados com uma forte dependência da mineração e da indústria petrolífera, respectivamente, atividades que podem sofrer com ações da EPA.

Com a confirmação de Pruitt, até agora procurador-geral de Oklahoma, os EUA devem promover uma desregulação federal de normas de proteção do meio ambiente e reverter as políticas de defesa contra a mudança climática promovidas por Barack Obama.

Os democratas tentaram atrasar a votação em dez dias para esperar a divulgação dos e-mails trocados entre Pruitt e grupos de representantes da indústria petrolífera e da mineração, mas não houve o apoio necessário entre os senadores. As mensagens serão divulgadas na terça-feira 21.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, criticou a atitude da oposição democrata como uma "obstrução verdadeiramente histórica, sem precedentes e prejudicial", e celebrou que Pruitt possa começar o trabalho à frente da EPA.

Pruitt, de 48 anos, foi muito criticado pelos democratas por seus vínculos com as petroleiras e o ceticismo em relação aos efeitos provocados pela mudança climática. Entre as críticas que faz à EPA, acusou a agência de supostamente exercer os limites da Constituição na hora de fixar regulações ambientais.

Na audiência de confirmação nesta sexta, ele admitiu que a atividade humana tem impactos sobre o clima do planeta, mas levantou dúvidas sobre a capacidade de medir o alcance dessa influência. / EFE

 

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