AP Photo/Natacha Pisarenko
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Senado argentino votará projeto para legalizar aborto sem alterações

Na maioria dos países da região, como no Brasil e na Argentina, o aborto só pode ser feito em caso de risco à vida da mulher, quando há inviabilidade do feto ou se a gravidez for resultante de estupro

O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2018 | 21h00

BUENOS AIRES - Uma iniciativa para encurtar os períodos para poder abortar na tentativa de conquistar mais adesões à legalização do aborto na Argentina fracassou nesta quarta-feira, 1º, no Senado, que deverá votar na próxima semana  o projeto original aprovado na Câmara dos Deputados.

A proposta para modificar o projeto não conseguiu nas comissões do Senado a maioria necessária para ser submetida à votação, informou o secretário parlamentar, Juan Pedro Tunessi.

"Com 26 assinaturas não há viabilidade de decisão (com um novo projeto). O debate será no plenário no dia 8 de agosto", declarou o senador Mario Fiad, que presidiu a sessão desta quarta-feira.

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Como já é usual, grupos de ativistas a favor e contra o aborto se manifestaram no lado de fora do Congresso.

No mês passado, o Senado debateu uma proposta de lei que autoriza a interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana e garante sua gratuidade.

Se o Senado rejeitar o projeto, ele não poderá ser apresentado de novo até o ano que vem.

Embora a Câmara dos Deputados tenha aprovado em 14 de junho, com 129 votos a favor, 125 contra e 1 abstenção, estima-se que no Senado a maioria votará contra.

Por isso, grupos a favor da legalização propuseram diminuir o período de 14 para 12 semanas de gestação ou mesmo de introduzir a objeção de consciência institucional, que poderia permitir não somente a médicos e enfermeiros como a toda clínica se negarem a realizar abortos.

Na América Latina, o aborto é legal apenas no Uruguai e em Cuba. Também é permitido na Cidade do México.

Na maioria dos países da região, como no Brasil e na Argentina, o aborto só pode ser feito em caso de risco à vida da mulher, quando há inviabilidade do feto ou se a gravidez for resultante de estupro. Em El Salvador, Honduras e Nicarágua é completamente proibido. / AFP 

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